<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364</id><updated>2011-08-02T13:26:38.652-07:00</updated><title type='text'>Sobre o Nada</title><subtitle type='html'>de quem se fala quando se fala de mim?</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>82</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-8685814833717543309</id><published>2010-02-11T12:32:00.000-08:00</published><updated>2010-02-11T12:44:43.422-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>então é assim. estamos em alguma cena do III ato. não. estamos numa das primeiras cenas do IV ato. mas você ainda não sabe disso. não sabe que essa divisão em atos é só pra facilitar na minha cabeça a divisão entre águas. eu achava que era preciso esperar o frio passar. que todos os amores eram de capricórnio. que era impossível se apaixonar por alguém num frio insano. que era necessário ter as mãos aquecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu estive em muitos reinos distantes. todos eles tinham esse cinza predominante em tudo. nas árvores nos castelos nos cavalos nas pessoas. aprendi a gostar desse cinza cheio de listras cinzas quando eu ainda nem sabia que existia outra coisa além dele. mas acontece que de repente as coisas vão sendo pintadas e aparece um verde radiante em todos os cantos. e um pouco de roxo aqui e ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acontece que de repente você se vê finalizando o ato junto com o ano e começando a escrever numa espécie de página em branco. como esta aqui. acontece que de repente você se vê tão feliz com o modo como as coisas foram conduzidas que nem mesmo vontade de começar o próximo ato o próximo capítulo a próxima frase você tem. porque acontece que nessa altura do campeonato bem já caberia um "felizes para sempre".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acontece tanta coisa e eu fico só olhando. pra você pros teus olhos pra tua boca. acontece um sem número de revoluções por dia dentro da máquina de lavar que eu contruí com as tuas mãos. acontece exatamente assim e eu receio que ficar discursando sobre a felicidade seja bastante desinteressante para o público em geral. e para públicos específicos também. mas acontece também que isso aqui é pra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que acontece é que você aconteceu e acontecendo me fez desistir daquelas outras estórias de todas as estórias da história da humanidade. acontece que agora eu só aconteço com você. e não preciso de mais nada daquilo. nem de estrelas no céu nem de coelinho na lua. porque o que acontece acontece aqui. na tua casa. na minha. no início do IV ato. cena 1. você entra. e eu sorrio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-8685814833717543309?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/8685814833717543309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=8685814833717543309' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/8685814833717543309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/8685814833717543309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2010/02/entao-e-assim.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-7900407550473277974</id><published>2010-02-10T12:10:00.000-08:00</published><updated>2010-02-11T09:19:34.926-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu fui assistir Onde Vivem os Monstros. E havia uma necessidade muito grande de entender se seria um filme infantil ou adulto. E havia uma expectativa muito grande da minha parte. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas a coisa da expectativa começa muito tempo antes, lá num passado já distante quando eu assisti Quero Ser John Malkovich, quando eu já amava o clipe de Praise You do Fatboy Slim, quando eu já tinha chorado litros vendo Adaptação. Eu amava o Spike Jonze por cada movimento que ele executava em sua carreira. E pensar na possibilidade de um diretor que propõe narrativas quase rebuscadas, que se confundem em si mesmas criando um filme infantil – ou pseudo-infantil – era minimamente curioso. Pois bem, junte a isso o fato de o roteiro do filme ter sido escrito por um dos autores que eu mais admiro, o Dave Eggers, e Onde Vivem os Monstros virou o filme mais esperado do ano pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é uma adaptação de um livro infantil homônimo de Maurice Sendak, um quase conto ilustrado vencedor de diversos prêmios de literatura infantil. Jonze extrapola essa concisão criando uma narrativa extremamente verborrágica, por vezes um pouco explicativa demais, mas delicada e expressiva, sobre amadurecimento e sentimentos em conflito.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O garotinho Max, após uma briga com sua mãe foge de casa e se embrenha numa floresta até chegar a um lugar distante, no qual encontra criaturas enormes, semelhantes a animais. Os monstros proclamam-no, então, seu novo rei. No começo Max se identifica plenamente com Carol e sua personalidade tempestuosa e agressiva. Mas aos poucos a personalidade de cada um dos monstros vai se mostrando apenas como cada uma das facetas do menino. E as situações vividas nesse lugar novo e ideal a representação de situações vividas por ele em casa. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aos poucos ele vai fazendo as pazes com situações enfrentadas pela ausência total do pai, e parcial da mãe, que trabalha, junto ao descaso da irmã mais velha e percebe onde é seu lugar no mundo. Através da personagem KW ele revive o amor materno e percebe que os monstros não precisam de um rei, e que ele não precisa de um reinado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O poder do filme está, além de na direção certeira e livre de maneirismos de Jonze, na belíssima direção de fotografia de Lance Acord, que já havia trabalhado com o diretor tanto em Adaptação quanto em Quero Ser John Malkovich. Os sentimentos do menino são recriados com presteza na luz, ou ausência dela, e nos movimentos de câmera. A narrativa é acertada, e cada movimento ou corte serve para imergir o diretor nas possíveis sensações de Max. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro trunfo do filme é o trabalho dos atores, com destaque para James Gandolfini (da Família Soprano) como Carol. Jonze trabalhou com os atores em oficinas de criação em que eles reviviam parcialmente as cenas do filme para criar a voz de seus personagens. O som foi gravado em estúdio, com os atores interagindo, ao contrário do que normalmente se vê em filmes de animação. O elenco ainda conta com outros atores brilhantes, como Forest Whitaker, Paul Dano, Chris Cooper, Lauren Ambrose e Catherine O´Hara. Sem contar as interpretações presenciais (digamos assim) do garotinho, Max Records e de Catherine Keener, como sua mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito já foi dito sobre a trilha sonora de Onde Vivem os Monstros, criada pela vocalista dos Yeah Yeah Yeahs e ex-namorada do diretor Karen O. A trilha é bastante boa, apesar de funcionar melhor nas cenas de ação. Nas cenas em que há diálogo parece às vezes brigar com o texto ao invés de complementá-lo. Mas como canções à parte da obra cinematográfica são todas muito bonitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas críticas já disseram que o filme é verborrágico demais, que não serve para crianças e coisas do gênero. Talvez seja verdade. Mas eu acredito que seria possível para qualquer criança acima de seis anos se divertir e até mesmo se identificar com o personagem principal. E para qualquer adulto se emocionar. Expectativas cumpridas. Não interessa se o filme é para o público infantil ou adulto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-7900407550473277974?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/7900407550473277974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=7900407550473277974' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/7900407550473277974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/7900407550473277974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2010/02/eu-fui-assistir-onde-vivem-os-monstros.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-2463153831303238952</id><published>2010-02-05T12:40:00.001-08:00</published><updated>2010-02-05T12:43:40.849-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje estreou em Curitiba mais uma leva de filmes que concorrem a algum Oscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No topo da lista Invictus e Guerra ao Terror. Pretendo ver essa semana. E sei que preciso ver Avatar, que esse é o futuro do cinema e blábláblá... eu vou, mas preciso me encher de coragem antes. Tenho preguiça desse tipo de filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estreou aqui também um filme que eu estava esperando ansiosamente: Onde Vivem os Monstros, do Spike Jonze, com trilha da Karen O. Sem dúvida nenhuma vai ser o primeiro filme que eu vou ver nessa semana. Agora só falta O Fantástico senhor Raposo. Daí meu coraçãozinho vai ficar em paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-2463153831303238952?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/2463153831303238952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=2463153831303238952' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/2463153831303238952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/2463153831303238952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2010/02/hoje-estreou-em-curitiba-mais-uma-leva.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-3963285341742127921</id><published>2010-02-05T12:36:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T12:38:06.926-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>SOBRE FILMES CONCORRENDO A UM HOMENZINHO DOURADO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, então saiu a lista dos indicados ao Oscar na terça-feira, e como era de se esperar Avatar teve o maior número de indicações. Nove ao todo, a mesma quantidade de indicações do filme Guerra ao Terror, de Kathryn Bigelow. Curiosidade irônica: Avatar é dirigido por James Cameron, como já é sabido, e Kathryn Bigelow é a ex-mulher do cineasta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não tive muito ânimo pra me deslocar até um cinema assistir a Avatar e Guerra ao Terror ainda não estreou por estas bandas. Bem como boa parte dos outros indicados a melhor filme. O que eu já vi até aqui – sim, pretendo assistir a tudo antes da cerimônia de premiação – foi o já comentado Bastardos Inglórios, ainda em 2009 e Amor Sem Escalas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi Juno na época do Oscar de 2008. Vi e gostei muitíssimo. Talvez porque eu tenha me identificado com a personagem, talvez porque eu ainda tivesse 24 anos. Não sei. Mas andei pensando bastante sobre o filme nos últimos dias. E, pelo menos na minha memória, a coisa não me pareceu tão impactante. Quer dizer, sim, a trilha sonora da Kymia Dawson é ótima, sim, a Ellen Paige é uma excelente atriz, sim, o roteiro da Diablo Cody é bem bacana, apesar de um pouco inverossímil. Acontece que eu acho que superei o filme. Talvez tenha amadurecido para além dele. Ainda não tenho certeza se Juno não passa mesmo de um filme para adolescentezinhos cheios de referências rock’n’roll, mas tenho plena certeza de que o diretor Jason Reitman é muito mais do que um diretor de filmes pop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico: ele tinha um filme anterior, do qual gosto muito, chamado Obrigado por Fumar, que adotava uma linguagem pop, apesar do conteúdo nem tanto. O filme discutia a responsabilidade das empresas de cigarro. Mas não de maneira profunda e imparcial. Não, o filme era e é uma boa comédia sobre um cara que faz lobby para essas empresas. Daí você vai até o cinema assistir Amor Sem Escalas esperando uma porção de coisas. E não acontece muito do jeito que você esperava. Entretanto isso não é, nem de longe, uma coisa ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor Sem Escalas é, definitivamente, um filme maduro. Tanto na temática, quanto na narrativa. É um filme engraçado, apesar de muito triste. Ele conta a estória de Ryan Bingham (George Clooney), um sujeito de 40 anos, completamente desapegado da família, sem amigos ou qualquer tipo de relação humana, que viaja pelos Estados Unidos despedindo pessoas. Nessa vida de aeroporto em aeroporto ele acaba conhecendo uma mulher com quem se envolve, Alex (Vera Farmiga). Quando tudo parece estar indo bem, e ele está prestes a conquistar seu maior objetivo de vida, acumular dez milhões de milhas, uma nova personagem entra na história. Natlie Keener (Anna Kendrick) é contratada pela empresa em que ele trabalha para revolucionar o sistema de demissões e cortar gastos: tudo seria feito de modo virtual. Bingham vê sua estabilidade ameaçada. Para prolongar as viagens um pouco mais se compromete a ensinar o ofício a Natalie, viajando com ela pelo país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa é madura porque deixa de lado alguns movimentos de câmera histriônicos e se concentra em mostrar personagens díspares, numa das piores profissões da história da humanidade. A relação entre Ryan e Natalie modifica seus comportamentos e o modo de ambos ver o mundo. O que poderia parecer piegas vira um filme delicado sobre amadurecimento e aceitação nas mãos de Reitman. O roteiro é do próprio diretor, o que também demonstra que ele próprio amadureceu idéias e não apenas o fazer cinematográfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afora a mão segura, honesta e singela ao mesmo tempo, do diretor o filme conta também com atuações impecáveis do trio protagonista. Não à toa Clooney está indicado ao Oscar de melhor ator e, tanto Kendrick quanto Farmiga ao de atriz coadjuvante. Embora seja muito difícil que alguém do elenco de Amor Sem Escalas vá para casa com o homenzinho dourado – a estatueta de melhor ator já tem o nome de Jeff Bridges escrito e a de atriz coadjuvante o de Mo’Nique – não custa nada torcer. Especialmente para Anna Kendrick, que faz um trabalho nada menos que preciso como a jovem de 23 anos descobrindo algumas coisas sobre amadurecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-3963285341742127921?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/3963285341742127921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=3963285341742127921' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/3963285341742127921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/3963285341742127921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2010/02/sobre-filmes-concorrendo-um-homenzinho.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-8072954251905647996</id><published>2010-01-20T13:04:00.000-08:00</published><updated>2010-01-20T13:13:34.485-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>SOBRE OS GLOBOS DE OURO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como alguns de vocês já devem saber no último domingo, dia 17 de janeiro aconteceu em Los Angeles a premiação dos melhores filmes e programas de TV do ano, o Globo de Ouro. A escolha dos prêmios é feita pela associação da crítica estrangeira em Hollywood.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo costuma dizer que os Globos de Ouro são um excelente indicativo para o que vai acontecer no Oscar. Bom, confesso que estou com um pouco de medo esse ano. Quer dizer, eu não vi Avatar ainda e não posso dizer se o filme mereceu ou não levar o globo de melhor filme na categoria drama ou se James Cameron mereceu o prêmio de melhor diretor, mas se o Globo de Ouro, que geralmente privilegia o cinema independente um pouco mais do que o Oscar, está abalizando um filme como este fica bem claro que o Oscar será muito previsível.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Este ano poucos filmes de orçamento menor preencheram as categorias dos indicados. E na contagem de prêmios apenas dois filmes menos mainstream levaram alguma coisa. Crazy Heart, que rendeu ao ator (subestimado!!!!) Jeff Bridges seu primeiro globo de melhor ator/drama e um prêmio para a belíssima The Weary Kind, de Ryan Bingham, como melhor canção original. O outro underdog foi Preciosa, que deu à apresentadora Mo’Nique o prêmio de melhor atriz coadjuvante.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O resto foi aquilo que todo mundo meio que já previa. Os troféus de Avatar. Meryl Streep (de Julie &amp; Julia) ganhando de Meryl Streep (de Simplesmente Complicado) e fazendo um discurso muito bacana de apoio ao Haiti, no qual ela falava de como era difícil ficar alegre no momento atual, mas lembrou-se de sua mãe que sempre dizia que devemos nos permitir a alegria, especialmente por sermos pessoas com dinheiro suficiente para ajudar aos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robert Downey Jr levou o prêmio de melhor ator em filme musical ou comédia, por Sherlock Holmes, batendo o queridinho da critica Daniel Day-Lewis, de Nine (dirigido por Robert Marshall, de Chicago). Nesta categoria mais um filme de menor orçamento e com elenco quase que desconhecido, mas que foi um dos maiores sucessos de bilheterias de 2009 nos Estados Unidos, Se Beber Não Case, levou a melhor. Batendo novamente o filme de Robert Marshall que entrou como um dos filmes com maior número de indicações, mas saiu sem nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse Globo de Ouro também aconteceu algo que até então era inimaginável, bem, pelo menos para mim. Sandra Bullock teve não uma, mas duas indicações de melhor atriz, uma por drama (The Blind Side) e outra por comédia ou musical (A Proposta). Na comédia ou musical ela perdeu pra Meryl Streep, como já foi dito, mas levou o prêmio por The Blind Side. Taí, cerimônias de premiação podem ser surpreendentes – para o bem e para o mal. Não vi o filme ainda, logo, não sei qual é o caso aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois prêmios fizeram valer a parte cinematográfica da noite. A Fita Branca, de Michael Haneke como melhor filme estrangeiro, que já havia levado a Palma de Ouro em Cannes. E Christoph Waltz, o melhor ator coadjuvante. Indiscutíveis, as duas escolhas. Se Waltz não levasse a melhor seria o maior crime cometido no ano. Como isso não aconteceu a crítica estrangeira será acusada apenas de alguns delitos menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prêmio de melhor roteiro foi uma espécie de troféu-consolação para Jason Reitman, por Amor sem Escalas, que por pouco também não saiu de mãos abanando. E a melhor animação foi Up, como já era previsto, embora esta que vos escreve estivesse torcendo euforicamente para O Fantástico Sr. Raposo, de Wes Anderson.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A parte da premiação para televisão foi bacana. A estreante Glee levou – merecidamente – o prêmio de melhor comédia. Mad Man, de melhor drama. Aqui não posso opinar porque nunca assisti a série, não por falta de vontade, mas por falta de HBO mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor ator de drama foi Michael C. Hall (por Dexter), que recentemente anunciou que estava com câncer e compareceu a cerimônia usando uma touca. A melhor atriz na mesma categoria foi a veterana Juliana Margulies por The Good Wife. Os dois prêmios extremamente merecidos. Ambos fazem trabalhos no mínimo exemplares em suas séries. Nas mesmas funções, mas na categoria comédia quem levou a melhor foi o ator Alec Baldwin, pela milionésima vez pela engraçadíssima 30 Rock e a atriz Toni Collette, por United States of Tara, que estréia em breve na FOX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor ator coadjuvante foi o genial John Lithgow, por Dexter e a atriz coadjuvante foi Chloë Sevigny por Big Love. Não dá pra julgar a performance de Sevigny (novamente pela falta de HBO), mas esta coluna torcia pela veterana Jane Lynch, que faz um trabalho primoroso em Glee.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resumo da ópera é que a premiação para TV além de mais divertida pareceu muito mais coerente. O que nos leva a uma questão importante: será que as melhores coisas produzidas no momento e os melhores profissionais da área estão na televisão? A resposta ainda está em aberto, mas o ponteiro parece se inclinar cada vez mais para o sim. Glee é um exemplo fortíssimo disso. Criatividade, quebra de tabus, bons roteiros, bons atores e um acabamento excelente, coisa que parece estar em falta na indústria cinematográfica, especialmente a parte da criatividade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-8072954251905647996?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/8072954251905647996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=8072954251905647996' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/8072954251905647996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/8072954251905647996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2010/01/sobre-os-globos-de-ouro-como-alguns-de.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-3780606430521914792</id><published>2009-12-31T11:20:00.000-08:00</published><updated>2009-12-31T11:32:26.948-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>PARA UMA RETROSPECTIVA PROLIXAMENTE PROLIXA SOBRE O AMOR EM 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="im"&gt;Queria fazer uma retrospectiva 2009, mas não sabia bem por onde começar. Então resolvi fazer uma coisa bem pessoal. Cronologicamente aqui estão as coisas que foram importantes para mim nesse ano que termina. Coisas que não necessariamente foram lançadas em 2009, mas que foram vistas ou re-vistas  por mim neste ano que acaba daqui a pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei o ano namorando, não com a mesma garota que termino o ano namorando. Mas vamos por partes. Comecei o ano ouvindo muitíssimo o primeiro cd do Little Joy, apaixonada pelas letras pungentes do Amarante (do Los Hermanos) com o Fabrizio Moretti (dos Strokes) e pelas melodias quase felizes da maioria das canções. Little Joy, afinal, soava para mim como música pra ser feliz, pra ir pra praia, essas coisas. E dividi o Little Joy mais do que completamente com a garota com quem eu namorava e por quem eu era loucamente apaixonada. Portanto o acontecimento pop mais importante do começo do ano - o show do Little Joy em Curitiba - foi extremamente dilacerante, já que a garota em questão acabara de me dar o pé na bunda e já estava namorando um carinha aí que tocava na banda que ia se apresentar depois do LJ. De repente a banda não tinha apenas canções felizes pra ouvir à beira-mar; ao contrário, as canções eram agora deprimentes, tristes ao extremo, como Evaporar, Don´t Watch me Dancing e, especialmente, No One´s Better Sake. o show foi genial, a presneça de Amarante foi inebriante e a Binki Shapiro foi incrivelmente linda. Chorei e entrei no período a que vou me referir daqui para frente como fossa. Das mais terríveis.&lt;/div&gt;&lt;div class="im"&gt;&lt;br /&gt;Nessa fase qualquer canção do Los Hermanos me fazia chorar e tive que deixar o Little Joy de lado. Bem de lado. Voltei a ouvir as canções mais sombrias possíveis. Ao mesmo tempo consegui achar algum conforto no pop radiofônico da Katy Perry e me identifiquei profundamente com a letra de Hot´n´Cold. Mais que isso, identifiquei minha ex nessa canção. E cantei aos berros o verso "you don´t really wanna stay GO" durante os meses que sucederam o término. A raiva que esta canção maravilhosamente pop me ajudava a liberar foi fundamental para superação da fossa. Com algumas recaídas fui me equilibrando no salto. Equilibrando literalmente porque este período foi marcado por doses homéricas de cerveja e outros bens etílicos. E fui alternando camções pop, como Backfire at the Disco do Wombats com canções tristes e antigas de Billie Holiday e Chet Baker.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;No cinema tive muita coisa com que me distrair, afinal o início do ano também é a época do Oscar, então sempre tem uma porção de filmes minimamente decentes em cartaz. E pra tentar dar um mínimo de sossego à minha alma amargurada me enfiei em diversar salas escuras. Às vezes sozinha, às vezes acompanhada. E assim acabei vendo aquele que eu considero o filme mais amargo já feito, Foi Apenas um Sonho, de Sam Mendes e com o mesmo casal protagonista de Titanic: Kate Winslet e Leonardo DiCaprio. O filme é bastante bom, é verdade que um pouco deprimente, mas condizia perfeitamente com a época. O trabalho dos atores é sólido, inclusive do DiCaprio, mas o destaque da coisa toda é a Kate. Ela é simplesmente incrível, transforma o simples ato de fumar um cigarro numa ação carregada de mil significados, todos transmtidos com o corpo inteiro imóvel, a não ser pela mão que leva o cigarro a boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma época, acredito inclusive que foi no mesmo dia, assisti a um dos filmes mais doces do ano. Benjamin Buttons é um filme bacana porque revela um Brad Pitt muito mais maduro, interpretando quase que com perfeição o personagem título nessa retomada da parceria entre ele e o diretor David  Fincher (de Seven e Clube da Luta). A estória é uma adaptação de um conto de F. Scott Fitzgerald sobre um homem com uma estranha doença: ele nasce velho e vai rejuvenescendo ao longo dos anos. A narrativa é muito bem construída e Pitt está cercado de excelentes atores que dão densidade ao drama. Esse eu assisti com o meu amigo Luiz Felipe e quase morremos os dois de tanto chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esse mesmo amigo também assisti - quase que obrigada por ele - O Lutador. Esse tipo de filme não faz muito o meu estilo, mas eu estava minimamente curiosa por ser um filme do Darren Aronofski e porque toda a crítica andava comentando - pro bem e pro mal - a atuação do Mickey Rourke. Pois bem, lá fui eu. E até que era bom ver uma drama tão absurdo, um personagem tão extremamente looser nesse período da minha vida. E sim, o Felipe tinha razão, o Mickey Rourke é um monstro. O que ele faz em cena não é bolinho, aquilo ali é auto-exposição impiedosa. Vale dizer que a cena em que toca Sweet Child o´Mine do Guns é tão boa, mas tão boa, que por alguns minutos eu parei de odiar a banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo depois estreou aquele que eu julguei o melhor de todos os filmes da corrida do Oscar 2009. A obra-prima de Gus Van Sant, Milk - A Voz da Liberdade. Eu já estava quase recuperada quando assisti a esse filme e ele me fez chorar do início ao fim. Chorei no comecinho já, na cena em que toca Queen Bitch do Bowie - esta, aliás, uma das canções mais ouvidas por mim em 2009 - e só parei depois dos créditos. A trilha do filme é sensacional e Sean Penn apresenta um personagem primorosamente construído. Ele é Milk, mostrando os níveis mais profundos a que a técnica de um ator pode levar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí pra frente eu já estava naquela fase de cair na balada até de manhã cedo, conhecer pessoas e viver um porre eterno. Nas pistinhas de tudo quanto é bar eu me acabava dançando Gogol Bordelo, Ting Tings, a já mencionada Katy Perry, Cpoacabana Club (que eu acho bem mais ou menos) e outras coisinhas interessantes, porém não muito marcantes. Tava meio sem saco pra modernidade, me deu vontade de ouvir coisas antigas como os primeiros discos do Belle and Sebastian. Também fiquei com preguiça de ir ao cinema e só voltei pra ver uma sessão única do filme Canções de Amor, do Christophe Honoré. Um filme incrível com atuações brilhantes, especialmente de Louis Garrel. O filme é um musical dramático, uma homengaem a Nouvelle Vague, especialmente aos filmes de Godard.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento eu já estava bem melhor, bem melhor mesmo, e jurava que estava apaixonada por outra garota. Eu achava que estava e isso até que foi bom. E isso me levou a rever filmes e gravar cd´s com músics antigas, porque a garota por quem eu achava estar apaixonada não entendia nada de cultura pop. E eu tenho essa inclinação à doutrinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse acima que achava estar apaixonada porque hoje eu sei que essa garota, apesar dela ser muito interessante e bacana, foi só um paliativo. Um modo de eu esquecer completamente aquela supracitada ex-namorada. Isso precisava acontecer para que eu conhecesse a garota que hoje é minha namorada sem esse tipo de ranço, de bagagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu conheci a Camilla num dia 06 de um mês também 06 num desses bares meio insuportáveis de gente moderninha. Eu estava entediadíssima - às vezes essa músicas pop para pistinhas de dança me deixam entediada - e acabei conhecendo um menino que ela acabara de conhecer. E assim ele nos apresentou, embora não conhecesse propriamente nenhuma das duas. Eu acabei conversando muito mais com amiga dela. É necesssário dizer que ela - a Camilla - nunca me deu muita bola. Eu já a havia visto na PUC e tentei algum tipo de contato visual, um sorrisinho inocente... e nada. Ela nem me notou. Mas nesse dia ela meio que foi obrigada a me notar. E também eu estava com a minha indefectível camisa do Fluminense - que em 2009 me deu o imenso prazer de não ser rabaixado - e isso atrai algum tipo de atenção, ainda que mínima. A gente conversou até às seis da manhã e nos dias que se seguiram eu a encontrei no orkut e adicionei e puxei conversa. Virtualmente pelo menos ela parecia mais interessada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu a convidei para ir ao cinema comigo no feriado de Corpus Christi assistir ao excelente filme francês ganhador da Palma de Ouro em Cannes, Entre os Muros da Escola. Apesar de ter dito que cinema parecia uma boa e que fazia muito tempo que ela não ia... Camilla não apareceu. Depois me mandou uma mensagem dizendo que havia dormido, por isso não tinha ido me encontrar e perguntava o que eu ia fazer na sexta. Sexta, depois do feriado, dia 12 do mês 06. Junho, saca? Então lá fomos nós nos encontrar pela segunda vez (na verdade terceira vez, mas ela não sabia) no dia dos namorados, véspera do dia de Santo Antônio. Dessa vez eu fui bem mais ardilosinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu descobri, meio que por acaso fuçando no orkut, que ela era fã do Caio Fernando Abreu. Coincidentemente eu havia começado a ensaiar uma peça baseada nos textos dele. E lendo a obra entendi o que aquele Sem Ana, Blues queria dizer no perfil dela. E usei disso. Confesso. Eu sou extremamente timidinha. Logo, não fui sozinha encontra-la no bar, carreguei meu amigo junto. E não conseguia identificar se ela estava interessada ou não, por isso usei essa. Esperei ela ir ao banheiro, dei alguns minutos e quando vi que ela estava voltando comecei a falar desse conto com o meu amigo - outro fã de Caio. De como a estrutura inicial era genial. Sendo a estrutura incial completamente identificável, ela gritou o nome do conto. E assim a gente conseguiu emplacar uma conversa de horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí pra frente a gente foi se apaixonando e se contaminando de referências pop. Sim, porque a Camilla é esse tipo de gente moderninha antenada às novidades do meio musical que faz listinha das 10 mais no fim do ano. E assim terminou o primeiro semestre de 2009 e começou uma nova fase da minha vida. Eu não estava procurando um relacionamento, mas ela fez com que o Little Joy pudesse ser o tipo de música pra ser feliz, re-significou aquela canção da Katy Perry que eu citei lá no começo e quando a gente ainda nem namorava foi na minha casa cuidar de mim porque eu não estava me sentindo bem. Nesse dia a gente assistiu Um Dia a Casa Cai, porque ela nunca havia visto esse clássico da Sessão da Tarde estrelado pelo Tom Hanks. Assim eu fui me desarmando, até perceber que precisava dela perto de mim. Bem perto. Pra me mandar videozinhos do Hello Saferide e letras de canções do Johnny Cash.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela me mostrou a Tiê e Dois virou a nossa música e com certeza está no meu top 10 de 2009. Junto com a Katy Perry e com a Beyonce. Porque ela ria de mim porque eu gostava bastante de All The Single Ladies, mas cantava comigo sempre. E cantava comigo o refrão de Me Adora da Pitty, porque a gente só sabia cantar o refrão. E me mostrou Zero do Yeah Yeah Yeahs e trocou referências sobre Caio Fernando e ajudou muitíssimo na montagem de Chiclete &amp;amp; Som, a peça com textos dele que eu dirigi. E eu a levei ao cinema pra ver três dos filmes que eu mais gostei de ver em 2009. E sei que ela gostou também. Nós vimos Arraste-me Para o Inferno, um terror do meu herói Sam Raimi, Bastardos Inglórios, do Tarantino e simplesmente o melhor filme do ano, que veio reforçando o talento do Brad Pitt e o simpático 500 Dias com Ela, com uma trilha sonora genial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, com o ano terminando definitivamente ficamos trocando referenciazinhas por e-mail, já que estamos longe. Eu falo de The xx e Norah Jones e ela devolve com uma listinha super cool das 10 mais, na qual estão presente as canções Dois e Hot´n´Cold, e que tem Phoenix e Yeah Yeah Yeahs e Duffy e uma das minhas preferidas, Relator da Scarlett Johansson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me apaixonei pela Camilla por ela ser esse tipo de pessoa antenadíssima e ligada em cultura pop e por ela fazer listinhas e sempre saber o que tá rolando de novo no mundo e postar coisas no twitter como a música mais tocada da década (que, by the way, foi Chasing Cars do Snow Patrol), mas também por ela ser doce, gentil, honesta, incrivelmente linda - que ninguém é de ferro, né? - inteligente, adorável e, acima de tudo, porque ela se apaixonou por mim também. E no começo disso tudo ela me deixava completamente nervosa e eu sentia que precisava saber mais coisas e ler mais coisas e ouvir mais coisas e ser uma pessoa melhor para impressioná-la. Mas depois eu saquei que ela gostava de quem eu era. Que ela gostava do meu lado extremamente passional. E a gente viajou pra São Paulo numa decisão de última hora pra assistir uma peça do Bob Wilson, uma espécie de herói do teatro contemporâneo. E eu morri de medo e ansiedade, porque queria muitíssimo que ela gostasse, e estava com medo de eu própria não gostar, e ela ficou ansiosa comigo, mas nós amamos Quartett. Foi a melhor coisa que eu vi na vida e pra Camilla foi a segunda melhor, perdeu só pro show da Madonna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo isso, essa coisa de querer falar sobre cultura pop é só mais uma desculpa pra falar o quanto eu a amo, o quanto ela me faz feliz e eu tenho certeza de que isso é pra sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-3780606430521914792?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/3780606430521914792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=3780606430521914792' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/3780606430521914792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/3780606430521914792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/12/para-uma-retrospectiva-prolixamente.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-8231148612417767055</id><published>2009-09-22T12:30:00.000-07:00</published><updated>2009-09-22T12:57:44.114-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A tempestade passou... Não. Isso também é mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de mim circula esse negócio que eu ainda não sei o que é. Como a fumaça do cigarro que carrega mais de quatro mil substâncias tóxicas que a gente nem sabe direito o que são. Interessa é que esse negócio, essa coisa. Ela circula. Talvez porque eu já tenha estado em vários estados diferentes e saiba mais ou menos quando. Quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de mim existem órgãos, veias, sangue. E essa coisa que eu ainda não sei direito o que é. Mais ou menos como as substâncias tóxicas contidas dentro de cada cigarro. Sim. Porque por agora tenho apenas essa impresão. De que "essa coisa que circula dentro de mim e eu ainda não sei bem o que é" é tóxica. Esse quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Eu não fui tão maltratada assim. Não. Eu não fui aprisionada em nenhuma masmorra e forçada a tecer. Eu não passei fome. Eu não estive envolvida em nenhum desastre natural - exceto pela grande enchente de 83, em União da Vitória, mas mesmo assim eu estava dentro da barriga da minha mãe. Eu não fui maltratada o suficiente a ponto de desacreditar. Mas esse quando. Ele permanece. E permanece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez você tenha razão e essa coisa que percorre as minhas veias junto com o meu sangue. Essa coisa tóxica só exista em decorrência desses maltratozinhos bem pequenos. Tão pequenos que poderiam significar. Ou não. Talvez em decorrência daqueles vários outros quandos. Porque quando o quando aparece uma vez. Ou duas. Ou três. Inevitável achar que o quando vai aparecer outra vez. Com o perdão da rima pobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre os quandos só se pode dizer que eles servem tanto para o passado quanto para o futuro. Embora quando faça parte do futuro do subjuntivo. Talvez não deste que eu tento escrever agora. Mas gramaticalmente assim é. E assim é que está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre os ques. Porque sempre além dos quando existem os "que" e os "se". Se está para o passado assim como quando está para o futuro. Que está para o presente assim como se está para o passado. Gramaticalmente assim está, se assim é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque os quando já vieram. E vieram em bando. E por isso eu os espero sempre. Novamente. Uma vez após a outra. Inevitável que se procure um padrão na vida. Inevitável que se procure um padrão para qualquer coisa. Inclusive para o amor. Inevitável, mesmo que este de agora pareça, assim, tão melhor do que o de ontem. Tão melhor do que o da semana passada. Tão melhor do que todos os outros que já encontraram o seu quando. E que por isso não são mais futuro do subjuntivo. Só passado imperfeito mesmo. Como na frase: "eu te amava, sabe?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu tenha realmente sido maltratada demais. Apesar de nunca ter passado fome, nunca ter sido aprisionada em lugar nenhum, nunca ter sido obrigada a nada, nunca ter estado envolvida em um desastre natural. Talvez eu antecipe o quando. Só pra que eu possa ter o quando dessa vez. Ou da próxima. E por que não o padrão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque dessa vez ninguém vai estragar as coisas na metade do caminho. Porque dessa vez apesar de todos os pesares o amor triunfará. Sim, porque dessa vez ele é tão mais bonito. Porque dessa vez o quando trará apenas continuações. Sem game over. O quando será sempre uma espera ansiosa. Quando eu te encontrar eu vou tal coisa. E o "tal coisa" só será substituído por coisas boas. Como margaridas e girassóis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, não importa se você sente qualquer coisa pulsando, circulando, existindo nas suas veias além de sangue. Não importa, porque é só uma impressãozinha. Dessa vez é só uma impressão. E não se pode permitir que impressões destruam o concreto. Benefício da dúvida. Dúvida razoável. Essas coisas. Você já coloca mais de quatro mil substâncias tóxicas para circular aí todos os dias. Essa não. Por favor. Deixe de lado. Seja um pouco menos você. Fica tudo bem se você deixar você de lado. Só um pouquinho. Do contrário é bagagem demais. E daí podem haver quandos. Esses, não tão bons, quandos. Não importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importa. O céu quase se abre...&lt;br /&gt;Não. Isso também é mentira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-8231148612417767055?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/8231148612417767055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=8231148612417767055' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/8231148612417767055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/8231148612417767055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/09/tempestade-passou.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-435573912537123330</id><published>2009-09-19T09:36:00.000-07:00</published><updated>2009-09-19T09:37:40.887-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>estou te escrevendo de um país distante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-435573912537123330?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/435573912537123330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=435573912537123330' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/435573912537123330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/435573912537123330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/09/estou-te-escrevendo-de-um-pais-distante.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-6633671555273337933</id><published>2009-09-16T11:25:00.000-07:00</published><updated>2009-09-16T11:30:17.099-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>eu só posto aqui nesse espaço textos de minha autoria. digressões e narrativas sobre coisas reais e absurdas. mas hoje, que é um hoje bastante significativo, abri esta exceção aqui. abri a exceção porque tem esse menino, meu menino, e ele me faz chorar. ele me faz chorar um choro levinho, de alegria e muita saudade. saudade do diariamente, das crises, das conversas longas, dos passeios, dos sucos e das saladas, dos cafés, dos textos lidos em primeira mão, do teatro em conjunto, das teorias absurdas. hoje eu tenho o coração levinho e um pouco apertado dessa saudade. por isso não consigo escrever coisa nenhuma pensando na forma. por isso não consigo escrever. e por não conseguir, e talvez mesmo que conseguisse, preciso mostrar o porquê da saudade e da leveza. o porquê da singeleza. o porquê do meu amor, inesgotável e intransordável e incondicional, por esse menino, meu menino, Luiz Felipe Leprevost. o texto dele diz exatamente assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Outro sapo, outro baiacu&lt;br /&gt;ou&lt;br /&gt;Uma pequenina peça de amor revista&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;“Um- Posso pôr meu coração a seus pés.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Dois- Se não sujar meu chão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Um- Meu coração é limpo.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;(Heiner Müller)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;É um figurino leve, confortável. Ela parece, muito, vestida de si mesma. Não usa máscara. Não há nada de insano em sua feição, pelo contrário, seu rosto revela uma alegria que chega a ser angelical.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em algum momento do texto, ou durante o texto todo, fica a cargo da atriz, ela deve cantar. É um canto conhecido, cantado sempre por todos a sua volta. Mais se assemelha a uma fala de amor o canto. O canto é assim: A vida a vida a vida a vida a vida a vida a vida a vida a vida a vida a vida a vida a vida, eu aceito isso. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;tenho um coração&lt;br /&gt;que é pra você&lt;br /&gt;pois se aqui estou&lt;br /&gt;é porque estou viva&lt;br /&gt;e se estou viva&lt;br /&gt;é porque tenho coração&lt;br /&gt;e se tenho coração&lt;br /&gt;ele é uma coisa que pulsa&lt;br /&gt;não um sapo ou um baiacu&lt;br /&gt;um sapo ou um baiacu são&lt;br /&gt;coisas que pulsam&lt;br /&gt;mas eles dois &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;há um sapo e um baiacu em cena&lt;br /&gt;mas eles não são nojentos&lt;br /&gt;são um sapo e um baiacu simpáticos&lt;br /&gt;bonitinhos&lt;br /&gt;de desenho animado&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;não são o coração a que me refiro&lt;br /&gt;então, esse coração&lt;br /&gt;que é esse&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;aponta o próprio peito&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;é um coração que pulsa&lt;br /&gt;sim, pulsa&lt;br /&gt;mas por aqui&lt;br /&gt;a gente gosta de dizer&lt;br /&gt;não que ele pulsa&lt;br /&gt;mas que ele bate&lt;br /&gt;então se bate&lt;br /&gt;bate por quem?&lt;br /&gt;bate por você que tanto venero?&lt;br /&gt;vou dizer que te amo&lt;br /&gt;que te venero&lt;br /&gt;é claro que eu devia fazer isso!&lt;br /&gt;se te venero&lt;br /&gt;deve ser por você que o meu&lt;br /&gt;coração bate&lt;br /&gt;sim, é por você que o meu&lt;br /&gt;coração bate&lt;br /&gt;ele&lt;br /&gt;ele ele ele ele&lt;br /&gt;bate por você&lt;br /&gt;para você e&lt;br /&gt;para me manter viva em você&lt;br /&gt;ele&lt;br /&gt;ele ele ele ele&lt;br /&gt;bate para que eu possa fazer&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;declarações de veneração&lt;br /&gt;feito essa&lt;br /&gt;na qual você reparou&lt;br /&gt;feito essa pela qual&lt;br /&gt;você foi conquistada&lt;br /&gt;essa que é só pra você&lt;br /&gt;pra você, pra você&lt;br /&gt;que até o momento parece sentir&lt;br /&gt;exatamente o mesmo que&lt;br /&gt;venho sentindo&lt;br /&gt;que sapos&lt;br /&gt;ou baiacus&lt;br /&gt;podem até ser bons signos para&lt;br /&gt;se colocar em cena e&lt;br /&gt;metaforicamente ser&lt;br /&gt;chamados de “meu coração”&lt;br /&gt;mas isso que está aqui&lt;br /&gt;na verdade são os teus pés nus&lt;br /&gt;lavados humildemente nas&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;águas limpas do meu coração&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;de verdade &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-6633671555273337933?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/6633671555273337933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=6633671555273337933' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6633671555273337933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6633671555273337933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/09/eu-so-posto-aqui-nesse-espaco-textos-de.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-2389118627202200847</id><published>2009-09-11T09:40:00.000-07:00</published><updated>2009-09-11T10:14:22.226-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>e aí quais são seus planos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu procuro, além da poesia, bolhas de sabão. procuro canteiros de margarida. procuro uma veia cava. procuro um lugar novo pra chamar de casa. tem uma máquina de lavar aqui perto. e eu vou enchê-la. porque eu sei que você quer assim. eu vou enchê-la de roupas e bolhas e margaridas e penas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu procuro uma coreografia para cigarros. que alterne movimentos rápidos e lentos, pesos e medidas. uma coreografia à quatro ou oito mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando eu te vi, lá daquela primeira vez, eu não soube instantaneamente. não. eu demorei um pouco. eu te vi e te enxerguei. mas não soube. e eu já vinha não te vendo há tanto tempo. foi só mais uma impossibilidade. você vinha não me vendo há tanto tempo. e nesse dia permaneceu assim. sem enxergar. talvez por fome. talvez por frio. talvez por mau humor. talvez por estar longe de casa numa segunda-feira às nove horas da noite. permaneceu sem me ver. talvez ainda por essa miopia ou coisa que o valha que você insiste em dizer que não existe. o fato é que você não me viu. como vinhamos fazendo há bastante tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando eu te vi, há pouco, nessa segunda vez que quase não houve, eu te enxerguei. e disse olá. e disse como vai. e disse vamos ao cinema. você pensava em outras coisas. em outra garota pouco importante. talvez ela fosse muito importante. pelo menos naquele instante em que você relutou um pouco em me enxergar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando eu insisti você aceitou. e me viu e me encontrou e não percebeu. ou percebeu. mas a garota pouco importante ainda era bastante naquele terceiro ou quarto instante. e de novo você relutou. mas eu falava de amor e de cigarros. sem ana, blues. eu bebia cerveja e achava bonitinho você dizer que o seu copo pequeno era copo pra tomar toddy. e eu te ouvi também falar sobre amor blues avenca cigarros. brasas de cigarro. e um pouco depois, já quase no fim daquele terceiro ou quarto instante você deve ter percebido que a garota não era importante o bastante e parou de me ouvir e me olhou. e parou de falar e me olhou. e parou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sim. eu te chamei pra vir até aqui. eu falei de caio fernando abreu. eu cheguei cada vez mais perto. eu te beijei quando você olhava pra minha boca. eu decretei que você ia pra casa comigo. eu te dei a mão e te trouxe por esse caminho que a gente percorre sempre. eu trepei com você por várias horas até o dia amanhecer. eu dormi de conchinha. sim. talvez eu tenha iniciado todo esse processo que agora a gente chama de namoro. que a agora a gente chama de amor. eu desencadeei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas se eu quis tudo isso assim foi porque naquele instante remoto você talvez não tenha conseguido olhar direito por causa da sua miopia e talvez você não conseguisse ver de longe que eu já esperava por você. eu só não sabia como você era nem que horas você ia chegar. e te procurei em outras pernas outras bocas outros sexos. e sem conseguir achar aquilo que eu sabia que haveria de vir. aquilo que eu sabia ser você. aquilo que precisava ser você pra mim. continuei buscando em todos esses outros lugares errados. e passei por bosques escuros e chuvas torrenciais e reinos ainda mais cinzas e mais distantes do que este no qual se passa o nosso conto de fadas. e demorei tanto, todos esses anos, todos esses encontros furtivos. e demorei um lugar muito perto numa peça de teatro. e demorei uma segunda-feira na PUC. e demorei uma sexta-feira no wonka. e demorei noites em bares de gente incrivelmente moderna e chata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e demorei e demorei. e você não percebeu que embaixo daquela camiseta do fluminense o meu coração batia apertado, perguntando "cadê?". e talvez você também não tenha percebido que. o teu coraçãozinho batia assim: "aqui. aqui." por isso quando eu cheguei em casa eu te liguei. porque pulsava em mim um cadê sem resposta. e de alguma maneira eu sabia, mesmo sem saber, que em você pulsava o sentido da minha pergunta. o sentido da minha afeição. e eu disse apenas boa noite. e havia naquele boa noite uma porção de sentidos ocultos. que só agora eu entendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você entende? os planos, vários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cadê? cadê? cadê? cadê? cadê?&lt;br /&gt;cadê você, porra?&lt;br /&gt;eu estou sempre aqui. você sabe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-2389118627202200847?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/2389118627202200847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=2389118627202200847' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/2389118627202200847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/2389118627202200847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/09/e-ai-quais-sao-seus-planos-eu-procuro.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-678255947049791841</id><published>2009-08-31T09:49:00.001-07:00</published><updated>2009-08-31T10:17:26.420-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu percorro distâncias. Eu vou longe. Eu percorro longas distâncias só pra chegar até você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu. Dentro de um táxi. Eu. Dentro de um ônibus. Eu. Parada. Diante de você. Os meus olhos peregrinam na mais sagrada romaria. Olhos com um único foco e objetivo de devoção. A tua boca. Meu olhos peregrinos focam esperando as mais divinas bênçãos. Nesta romaria meus olhos, peregrinos atentos, não tem pressa. E o resto de mim, o que está além dos olhos, sente todas essas pequenas correntes elétricas. Centenas de milhares de correntes elétricas que percorrem todo o meu corpo. Sem necessidade de toques ou palavras. Só desse foco de devoção atenção. Uma corrente elétrica plasmática que percorre todo o meu corpo muito mais rápido que o meu sangue. Muito mais rápido que essa metástase metafórica. Os meus peregrinos não se desconcentram. Esperam apenas. Olham apenas. Talvez tremam. Amam. Em sagrada devoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As centenas de milhares de correntes elétricas unem-se numa única. Porque também é único o meu objeto de atenção. Agora não só dos olhos. Mas de todos os órgãos - maiores e menores. A corrente elétrica plasmática que percorre todo o meu corpo em muito menos de oito segundos se intensifica. Afeta. Em oração eu escuto o som da tua respiração. Ainda que não tenha as mãos juntas. Ainda que não tenha juntos os nossos corpos. Em oração eu escuto, não com o ouvido, o som dos elétrons, prótons e nêutrons em movimento. Escuto cada átomo do teu corpo. Cada átomo que, eu sei eu sinto, também me escuta. A eletricidade está presente em tudo. Estática. Mas no meu corpo se fez corrente e percorre. Caminha pelas minhas veias como caminhasse em direção ao abismo. Queda frenética logo mais a frente. Em oração eu aceito. Não tenho medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu corro. A eletricidade corre. Percorre. Meu olhos, peregrinos imóveis, clamam por você. Focam, desfocadamente, a tua boca. Meus olhos escutam. Meus olhos de ouvidos bem abertos pra ouvir o som dos teus órgãos e da tua pele. O teu coração, dividido em quatro, pulsa na mesma batida do meu abrir e fechar de pálpebras. E eu me pergunto para quê servem as distâncias. Para quê serve a saudade de algo que está aqui. Diante de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então num movimento brusco os meus olhos são obrigados ao desvio. Eles se desviam, pois peregrinos humildes acham-se pouco dignos de fitar os teus. Desviam-se porque no movimento nos tocamos. Rapidamente nos tocamos e as correntes elétricas viram explosões de bolhas de sabão. Prismas. Brilhantes. Como se fossem produzidas em larga escala por uma máquina de lavar de amor no meio de uma revolução. Pode ser a revolução cubana. Pode ser esta revolução passageira do meu sangue contra mim. Impedindo o raciocínio prático. Não. Uma máquina. É preciso voltar. Ainda não acabou a procissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se fosse impossível exigir dos teus lábios uma abertura maior que comportasse mais do que uma palavra faço uma pergunta com possibilidade de resposta monossilábica. Você me olha. Imbuídos do mais puro sentimento de fé e devoção meus olhos se permitem repousar nos teus. A espera do sim ou do não. É quando uma espécie de pavor súbito me acomete. Como se você, ao abrir a boca, pudesse me transformar em pedra. E poderia. Como uma Medusa de sentidos trocados, você poderia. Dessa vez meus olhos não se desviam. Esperam. Ainda que apavorados. Esperam sempre. Esperam para sempre. Que esta tua resposta faça permanecer. Esperam a chuva. Uma chuva metafórica de bênçãos infinitas. Esperam pacientemente a chuva. A chuva hiperbólica que vem de dentro. A chuva de dentro do próprio guarda-chuva. Assim seja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-678255947049791841?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/678255947049791841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=678255947049791841' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/678255947049791841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/678255947049791841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/08/eu-percorro-distancias.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-6406862046992561603</id><published>2009-08-26T12:22:00.000-07:00</published><updated>2009-08-26T12:43:26.489-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>quando a lua chegar na sétima casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o tempo cabe dentro de um relógio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(entra Ofélia. seu coração é um relógio. entra Ofélia. a mulher das veias cortadas. a mulher com a cabeça no fogão à gás.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem deixei de me matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(entra a atriz que interpreta Ofélia. a atriz que interpreta Ofélia canta. embora todos sempre digam que a atriz que interpreta Ofélia não deveria mais cantar. a atriz que interpreta Ofélia aceita o pacto. faz braços de ballet e anda pela rua XV.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dorme minha pequena não vale a pena despertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(entra a outra atriz que interpreta Ofélia.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui quem fala é Elektra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(entra a outra atriz que interpreta Ofélia. a outra atriz que interpreta Ofélia propõe um alongamento.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou Ofélia, aquela que o rio não conservou. Saio para a rua, vestida em meu sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num tempo, que agora já é tão passado, tudo isso significou tanto mais. Agora apenas isso. Uma obra incompleta de um autor que em breve completa quinze anos de morte. Num tempo tão passado isso tudo significava amor. Hoje não. Hoje não teceremos as bênçãos mais sagradas. Naqueles dias talvez. E Deus, se é que ele existe, hoje chorou uma única lágrima. Hoje resta apenas a burocracia. E vamos em frente. Porque o amor se tornou algo supérfluo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormir, talvez sonhar. O resto é silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um tempo em que você me amou. Eu te amei o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a atriz chora. Ofélia permanece muda. estática. pose de ballet.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe, realmente, muito a ser dito. No entanto, o que já existe é tanto mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(eu peço desculpas na didascália. desculpa?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o tempo destrói tudo. sim. o tempo destrói. e na ausência de qualquer coisa. não sobra. restam os escombros de uma nova dinamarca. restam os escombros do relógio. escombros e cadáveres e peixes e pedaços de cadáveres. eu plantei um girassol. restam os escombros do relógio. Ofélia, o seu coração é um relógio. o seu coração é tijolo. mas ele bate por você. o meu coração é puro. o rio de janeiro em maio. a revolução cubana. o porquinho da índia. a procura da poesia. um relógio. preso a uma banana de dinamite. um relógio que marca o tempo que falta para um explosão. novo big bang. um relógio, um tijolo, um girassol. um tempo outro. meu coração é um sapo ou um baicau. uma coisa que pulsa. mas por aqui a gente gosta de dizer que ele bate. bate por quem? só você não percebeu. meu coração/bomba-relógio em cena. meu coração/bomba-relógio nas tuas mãos. meu tijolo/coração aos teus pés. me dá um cigarro? me dá uma chance? me concede essa dança e junto com ela todo o teu passado? não. meu coração é um relógio. ponteiros quebrados. marcando sempre a mesma hora. um sapo ou um baiacu. aos meus pés. tijolos e concreto e coisas que erguem cidades e muros de silêncio. meu coração teu. não. nunca mais. meu coração/tijolo/sapo/baiacu/bomba-relógio/relógio parado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e assim. acaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ofélia sai de cena. sem sangue. sem vísceras. sem coração.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-6406862046992561603?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/6406862046992561603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=6406862046992561603' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6406862046992561603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6406862046992561603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/08/quando-lua-chegar-na-setima-casa.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-7272553985415494137</id><published>2009-08-20T11:35:00.000-07:00</published><updated>2009-08-20T11:36:14.893-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>meu amor é mais doce que guarda-chuvinha de chocolate.&lt;br /&gt;meu amor é mais doce que chocolate.&lt;br /&gt;meu amor é mais doce que bolo de chocolate.&lt;br /&gt;meu amor é mais doce que bolo de chocolate com cobertura de brigadeiro.&lt;br /&gt;meu amor é mais doce que brigadeiro.&lt;br /&gt;meu amor é mais doce que o leite condensado que faz o brigadeiro.&lt;br /&gt;meu amor é o mais doce do mundo.&lt;br /&gt;meu amor é o mais doce da história da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu amor é um guarda-chuva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-7272553985415494137?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/7272553985415494137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=7272553985415494137' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/7272553985415494137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/7272553985415494137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/08/meu-amor-e-mais-doce-que-guarda.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-3575181242636342291</id><published>2009-08-17T11:52:00.000-07:00</published><updated>2009-08-17T11:53:15.959-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>cansei do meu nome, da minha casa e de qualquer outra coisa que signifique estabilidade.&lt;br /&gt;cansei de letras maiúsculas.&lt;br /&gt;cansei de letras de música.&lt;br /&gt;cansei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-3575181242636342291?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/3575181242636342291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=3575181242636342291' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/3575181242636342291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/3575181242636342291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/08/cansei-do-meu-nome-da-minha-casa-e-de.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-320050195205516569</id><published>2009-08-11T08:05:00.000-07:00</published><updated>2009-08-11T08:06:31.288-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sorte de hoje: A estrada para o verdadeiro amor sempre tem obstáculos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* desculpa, mas a minha não tem não.&lt;br /&gt;e em toda sua extensão há um canteiro enorme de margaridas. faz sol. mas não tem problema se chover. eu tenho um guarda-chuva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-320050195205516569?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/320050195205516569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=320050195205516569' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/320050195205516569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/320050195205516569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/08/sorte-de-hoje-estrada-para-o-verdadeiro.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-6919388730757388472</id><published>2009-08-10T20:55:00.000-07:00</published><updated>2009-08-10T21:09:50.182-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu tenho uma casa feita de átrios. Uma casa feita de dois átrios. Eu tenho uma casa feita de ventrículos. Uma casa feita de dois ventrículos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim.&lt;br /&gt;Num dia 12 ou 13 de um mês frio, mas não tanto assim, eu comecei a construir essa que agora é minha casa de quatro compartimentos móveis. Móveis porque pulsam. A minha casa é uma coisa que pulsa. Eu comecei a construir a minha casa assim, meio sem saber no que ia dar. Deu em casa dividida. Em 4. Dois e dois. E a vida passando a valer a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se contássemos o dia 12 como o dia inicial da construção significava paixão. Se contássemos o dia 13 significava casamento. Decidi, pouco mais de um mês depois, contar os dois. Porque amor é assim. O tempo perde um pouco da sua significância. O espaço também. Tanto que se tornou possível para este lugar que agora chamo de casa ocupar o espaço de dois dias como marco de sua construção. E ocupar todos os espaços da casa interna que eu chamo de coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha casa, além desses quatro compartimentos, existe uma janela. Dessa janela eu enxergo o sol se pôr. Esqueço a estética atual e falo sobre o amor. Dessa janela eu vejo a praia. Uma rede. Um café da manhã com morangos silvestres. Dois filhos. Um gato. Quem sabe um labrador. Dessa janela eu enxergo, não com os olhos, o que existe de mais doce no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho uma casa. A casa mais bonita da história da humanidade. Eu tenho uma casa e nela cabem todos os meus sonhos, todas as minhas luas cheias com coelinho, o céu da minha cidade, uma praça com bancos brancos, um canteiro de margaridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho uma casa. Com dois átrios e dois ventrículos. Com espaço-tempo completamente alterado. Com todos os meus sonhos. Eu tenho uma casa e ela cabe dentro de um guarda-chuva. Eu tenho uma casa invisível a olho nu. Mas ela é minha. E eu não escolheria outro lugar para morar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-6919388730757388472?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/6919388730757388472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=6919388730757388472' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6919388730757388472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6919388730757388472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/08/eu-tenho-uma-casa-feita-de-atrios.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-1574317876203890079</id><published>2009-08-06T21:26:00.000-07:00</published><updated>2009-08-06T22:04:15.455-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Mesmo que não dure pra sempre. Mesmo que não passe de um sonho. Mesmo que você me deixe. Mesmo que a gente se magoe. Mesmo que eu não possa dizer sim o tempo todo. Mesmo que eu odeie a distância. Mesmo que você sussurre no meu ouvido as canções mais bonitas. Mesmo que eu te marque inteira. Mesmo que você incendeie a cabana. Mesmo que a gente acorde novidades. Mesmo que eu morra a cada tchau. Mesmo que a gente faça planos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que dure por toda a eternidade. Mesmo que o sonho seja cada vez mais real. Mesmo que a gente nunca troque ofensas. Mesmo que eu jamais diga não. Mesmo que o perto seja imperativo. Mesmo que eu não saiba cantar. Mesmo que tudo esteja calejado. Mesmo que você seja feita de gelo. Mesmo que a gente viva nostalgias. Mesmo que eu renasça a cada olá. Mesmo que o importante seja o presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim parece pouco pra essa revolução que agora acontece aqui.&lt;br /&gt;Você vê? Como na França, na Inglaterra, nos Estados Unidos... aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Industrial. Eu quero ser uma máquina.&lt;br /&gt;Não. Sem dor sem pensamento. Não.&lt;br /&gt;Eu quero ser pra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que você canse. Mesmo que você me canse. Uma máquina. Pra você.&lt;br /&gt;Eu. Pra você. Eu.&lt;br /&gt;Eu quero ser tua. Agora. Logo. Amanhã. Depois de amanhã. Passado. Presente. Futuro mais que perfeito. Pra você. Com a lua entrando na sétima casa. E todos os planetas na Sétima casa. Com a regência de Vênus. Futuro indicativo. Eu. Pra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que eu quero você por muito tempo.&lt;br /&gt;Eu sei. Assim. Por muito tempo. Porque eu te planejo pra minha vida há 25 anos. Porque eu quero você do meu lado o tempo todo. Porque eu tenho saudade. E leão em Vênus. Por isso. Eu. Pra você. Pra tua flecha me acertar aqui no meio da revolução. Diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5000 revoluções por dia. Só porque você sorri. Bonito demais pra ser verdade. Bonito demais pra ser de mentira. Vem. Que eu prepraro o café da manhã. Arrumo a cama. Passo suas camisas. Construo uma coisa singela. Cheia de novidades. Cheia de pés no chão. Uma revolução. Uma era. Eu (me) preparo. Pra você. Vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Braços para agarrar. Pernas para andar. Sem dor nem pensamento.&lt;br /&gt;Uma máquina. De fazer amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-1574317876203890079?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/1574317876203890079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=1574317876203890079' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/1574317876203890079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/1574317876203890079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/08/mesmo-que-nao-dure-pra-sempre.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-8636968237700274223</id><published>2009-08-01T23:39:00.001-07:00</published><updated>2009-08-01T23:39:58.279-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Então vem você e me pede pra ficar. Então vem você e me pede pra ficar e diz aquelas coisas bonitas do outono do ano passado. Eu digo que você é doente. Eu digo que você perdeu o fio da meada. Eu digo não. Simplesmente. O tempo é curto. Permanecer se tornou impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então vem você. Uma outra você. Que desistiu da rua XV. Que desistiu das expectativas. Que desistiu dos teus talentos. Vem você e diz que sem mim a primavera não chega nunca. Então eu digo não. Você pede com os teus olhos. Eu respondo não com o meu coração. E permaneço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu planejo um casamento. Dois filhos. Uma gata chamada Bruno Aleixo. Eu planejo o fim do mundo. Eu planejo um colchão. Eu planejo sims e todas as outras afirmações. Eu planejo uma carreira. Eu planejo uma dupla jornada. Eu planejo tinta branca azul rosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ela me olhou e sorriu eu soube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tive que escolher, ela disse. Não sabendo que esse tipo de coisa não exige escolhas. Elas acontecem e ponto. E pronto. Eu só quero levar o meu sofá, ela disse. Não sabendo que daquele momento em diante não havia mais escolhas. O sofá sabia se fazer necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pediu uma pausa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(pausa longa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mentira. Ela pediu uma pausa curta. E não pôde ver os homens sobrevoando o centro da cidade. Ela contou estórias sobre um balão. Ela leu Caio Fernando Abreu. E resumiu tudo em um pedido de desculpas. Que não foram aceitas. Pelo menos não naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que eu beijei a garota que eu jamais sonhei ser a mulher da minha vida ela não chorou. Ela apenas retribuiu o beijo e colocou os braços em volta de mim. E não lembrou da primeira vez que me viu. E não se ofereceu pra ser nada além do que realmente podia ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que eu beijei a garota, que eu achava ser a mulher da minha vida, ela chorou. Mas ela era apenas uma garota. Indelével. Mas apenas uma garotinha assustada com as possibilidades que naquele momento se abriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou pegar na sua mão agora, senão seremos para sempre isso... amigos do karatê.&lt;br /&gt;Eu nunca fiz aulas de karatê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que eu fiz uma lista sobre ela.&lt;br /&gt;1) o modo como ela sorri quando eu não deixo ela me beijar.&lt;br /&gt;2) as coisas que ela escreve.&lt;br /&gt;3) as canções que ela toca no violão.&lt;br /&gt;4) ela sempre esquece o que estava dizendo.&lt;br /&gt;5) as piadas sem graça que eu amo.&lt;br /&gt;6) o modo como ela geme quando eu a abraço.&lt;br /&gt;7) as coisas que ela diz nas entrelinhas e com os olhos.&lt;br /&gt;8) a aparência dela, assim, de modo geral.&lt;br /&gt;9) os planos para o futuro que ela me permite.&lt;br /&gt;10) dormir com ela.&lt;br /&gt;11) o modo como ela faz com que eu me sinta a pessoa mais especial do mundo.&lt;br /&gt;12) a confortabilidade.&lt;br /&gt;13) todos os cinco outros jeitos diferentes que ela sorri.&lt;br /&gt;14) as coisas que ela fala sobre o mundo, assim, de maneira geral.&lt;br /&gt;15) o modo como ela me ama sem dizer que me ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nisso eu poderia escrever mais 150 vezes 15 coisas para essa lista. Porque todas as coisas nela. E todas as coisas que ela toca. São especiais. Eu poderia declarar pra todo mundo que ela me completa. Eu poderia escrever uma camiseta. Não sei. Eu poderia sair por aí gritando em um megafone o quanto e todos os quandos. Mas não. A minha oração é simples:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja o meu guarda-chuva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-8636968237700274223?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/8636968237700274223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=8636968237700274223' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/8636968237700274223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/8636968237700274223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/08/entao-vem-voce-e-me-pede-pra-ficar.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-1932233037154902260</id><published>2009-07-31T09:55:00.001-07:00</published><updated>2009-07-31T09:55:32.954-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Simplesmente olhando através dessa janela que se chama coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-1932233037154902260?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/1932233037154902260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=1932233037154902260' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/1932233037154902260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/1932233037154902260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/07/simplesmente-olhando-atraves-dessa.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-7454732226505123950</id><published>2009-07-30T14:35:00.000-07:00</published><updated>2009-07-30T15:08:42.894-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Logo não é agora. Logo é daqui a duzentos anos. Logo é amanhã. Logo não é agora e por isso não serve. Quanto tempo cabe dentro do tempo que separa o logo do agora? Tantas horas. Tantos dias. Tantas semanas. Poucas semanas. Nem sequer duas. Poucos dias. Nem sequer treze. Poucas horas. Insuficientes. Insuficientes pra esse logo que teima em demorar demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria demais dizer que o que só vem logo eu queria o tempo todo? Seria demais dizer que o que só vem logo eu queria o tempo todo. Não. Seria demais! De menos seria o tempo nenhum. Quanto tempo cabe dentro do tempo todo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, de novo, qual é o tempo que o presente ocupa?&lt;br /&gt;E, de novo, o presente é apenas um ponto. Que passou. Que passou. Que passou.&lt;br /&gt;A simultaneidade. Me dá o espaço do futuro? Já que o passado é indestrutível e imodificável, me dá o tempo e o espaço do futuro? Porque o presente se resume a este ponto. Que passa. Que passou. Que passou. Que passou. Impossível segurar o instante. Mesmo com as duas mãos fechadas. Chove no presente e no futuro. Chove dentro também agora. O agora passa e o logo não chega. Mas a chuva continua. Posso ser chuva? Posso ser chuva pros teus dias de sol?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas me ame. Seja o meu guarda-chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(parêntesis.) (guarda-chuva ainda é hifenado? alguém sabe qual o plural de hífen?) (fecha parêntesis.) (fecha o guarda-chuva, hifenado ou não.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas me ame. Seja o meu guarda-chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me leva pra ver o mar? Me leva pra ver o pôr-do-sol? Me leva pro décimo terceiro andar de um edifício qualquer e me derruba em queda livre de uma janela qualquer? O que eu sinto já é tão mais forte que o mar ou o pôr-do-sol ou a queda. Me leva praonde você quiser. Mas me leve sempre com você. Ainda que metaforicamente. Ainda que hiperbolicamente. Ainda que qualquer uma dessas figuras de linguagem. Ainda que o português seja falho. Ainda que você não esteja pronta. Ainda que eu não esteja pronta. Ainda que os atos sejam falhos. Ainda que as palavras sempre faltem. Ainda que falte o ar. Ainda que eu esteja doente. Ainda que eu te decepcione. Ainda que "ainda que".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas me ame. Seja o meu guarda-chuva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-7454732226505123950?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/7454732226505123950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=7454732226505123950' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/7454732226505123950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/7454732226505123950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/07/logo-nao-e-agora.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-5534112864690958429</id><published>2009-07-29T10:45:00.001-07:00</published><updated>2009-07-29T10:56:09.565-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quando na intersecção de dois caminhos. Quando na encruzilhada. Quando não existirem certezas. Quando entre o ser e o não ser. Quando na porta do cinema tentando decidir qual filme assistir. Quando na intersecção de dois amores. Quando na bifurcação ou na ponte. Quando existirem algumas dúvidas ainda. Quando enfrentar qualquer decisão mais séria. Quando as decisões forem leves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a menina sempre fará a escolha errada.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto fugia pelo lado esquerdo do caminho, da encruzilhada, da ponte. No cinema passava o filme novo do Harry Potter. Enquanto errava o lado, apesar de o esquerdo ser o do coração, tocava New Slang. Enquanto não decidia ficou sem escolhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toca pra mim uma canção provável. Toca pra mim sempre que for impossível. Toca pra mim sempre que for você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os invernos nucleares sempre acabam. Bem ou mal. Acabam. Acabam não. Acabam em. Acabam toda a matemática básica. Acabam por. Acabam talvez. Acabam se. Acabam quando. Acabam todas as conjugações do subjuntivo. Acabam sim. Acabam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu direi coisas e você ouvirá. depois eu ficarei quieta e você dirá coisas. nós nos entenderemos e cada mensagem será bem sucedida. o teatro será bem sucedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;me ouça. me ouça sem que eu diga coisa alguma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-5534112864690958429?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/5534112864690958429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=5534112864690958429' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/5534112864690958429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/5534112864690958429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/07/quando-na-interseccao-de-dois-caminhos.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-6336490146357796960</id><published>2009-07-27T15:37:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T15:44:37.733-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"e sim eu disse sim eu quero Sims."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porque por enquanto apenas isso basta.&lt;br /&gt;porque por enquanto não existe outra.&lt;br /&gt;porque por enquanto o meu coração continua batendo.&lt;br /&gt;porque por enquanto chove.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas porque daqui a pouco fará sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você vai chegar.&lt;br /&gt;e pausa.&lt;br /&gt;e sol.&lt;br /&gt;e sim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-6336490146357796960?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/6336490146357796960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=6336490146357796960' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6336490146357796960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6336490146357796960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/07/e-sim-eu-disse-sim-eu-quero-sims.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-1554509404618875987</id><published>2009-07-24T16:00:00.000-07:00</published><updated>2009-07-24T16:12:44.055-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>e vem você de novo. e eu sorrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sobre coisas inadiáveis. sobre aquilo que precisa ser dito porque está preso em algum lugar. sobre aquilo que está preso em algum lugar da garganta. sobre coisas inadiáveis que precisam ser ditas antes que seja tarde. sobre domingos chuvosos. sobre domingos frios. sobre terças-feiras ao meio-dia e meia. sobre dias inadiáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;gramaticalmente o discurso é válido. matematicamente é meio entediante. mas ok, chamemos assim, chamemos de jazz do coração. gramática e matemática não importam. importa o jazz. e era assim. dizia mais ou menos assim. dizia você me faz sorrir com o meu coração. dizia coisas bonitas.  e  se cantava baixinho. jazz do coração, sabe? irresistível, sabe? você é a minha obra de arte preferida, sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dias cinzas. dias de sol. dias pra se passar na cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;jazz do coração, meu bem, jazz do coração...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-1554509404618875987?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/1554509404618875987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=1554509404618875987' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/1554509404618875987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/1554509404618875987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/07/e-vem-voce-de-novo.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-9164332118856841834</id><published>2009-07-21T14:47:00.000-07:00</published><updated>2009-07-21T14:58:58.146-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"meu bem, qualquer instante que eu fique sem te ver aumenta a saudade que eu sinto de você."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sim, você poderia procurar a esmo aquele velho tênis azul de corrida. você poderia me chamar de membro honorário da sociedade dos que correm. sim, você poderia me derrubar com cinco ou seis palavras doces. você poderia me ouvir sem que eu dissesse coisa alguma. sim, você poderia tocar uma canção de um filme qualquer. você poderia escolher a nossa trilha. a de corrida e a sonora. sim, você poderia ser. sim, você poderia fazer. sim, uma porção de coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não, eu não vou te contar que já joguei tudo fora. não posso aceitar uma sociedade que é daqueles que fogem. não, eu não vou cair. não vou mais falar por pensamento. não, eu não vou ouvir você cantar ou tocar algum instrumento. quem escolhe o caminho e as canções que o permearão não é você. não, eu não quero que você seja. não, eu não quero que você faça. não, eu não quero que você pareça. com nada que eu já tenho visto antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;talvez eu volte. talvez você volte. não atrás. mas a frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que eu quero é que seja simples. que eu ame menos, mas que seja por um tempo indeterminado. que você não seja sujeito oculto. que eu consiga conjugar os verbos apenas no presente do indicativo. e se for pra conjugação passar pra o futuro do subjuntivo que seja em uníssono. meu e teu. quando for a hora. porque por agora eu simplesmente gosto de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-9164332118856841834?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/9164332118856841834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=9164332118856841834' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/9164332118856841834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/9164332118856841834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/07/meu-bem-qualquer-instante-que-eu-fique.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-7446300259427153908</id><published>2009-07-18T11:00:00.001-07:00</published><updated>2009-07-18T11:00:26.410-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>por favor, uma canção que me liberte!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-7446300259427153908?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/7446300259427153908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=7446300259427153908' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/7446300259427153908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/7446300259427153908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/07/por-favor-uma-cancao-que-me-liberte.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-8834411098412310222</id><published>2009-07-18T10:16:00.000-07:00</published><updated>2009-07-18T10:38:08.457-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Estar em algum lugar e não estar.&lt;br /&gt;Fingir que tudo anda bem.&lt;br /&gt;Ouvir canções que falam sobre amor não correspondido no último volume.&lt;br /&gt;Desacreditar que se morre de alguma doença estranha depois de 39 graus de febre.&lt;br /&gt;Nunca mais dizer que o coração vai se partir.&lt;br /&gt;Especialmente, nunca mais dizer que o coração vai se partir em 28 pedaços, iguais ou diferentes.&lt;br /&gt;Olhar para as pessoas e realmente enxergar algo de bom.&lt;br /&gt;Ingerir substâncias tóxicas para o organismo em grandes quantidades.&lt;br /&gt;Assistir aos filmes mais idiotas e aos filmes mais incríveis todas as semanas.&lt;br /&gt;Sempre agradecer o gesto mais mínimo de gentileza.&lt;br /&gt;Rezar como quem dança ou sorri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso adianta pra porra nenhuma do que eu sinto agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a menina parou de pronunciar o impronuciável. garantiu a si própria que o coração era um baiacu. um coração venenoso. um coração venenoso que não podia mais permanecer.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso adianta pra porra nenhuma do que eu sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(este canivete foi feito na Alemanha. a lâmina é muito afiada. normalmente ele é utilizado para castrar animais de grande porte.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso adianta pra porra nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(menina e canivete se encontraram definitivamente apenas uma vez em toda uma extensão. nessa ocasião o canivete se sentiu realizado. a menina um pouco menos.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso adianta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(ao som de uma canção de amor. estando e não estando. rezando como quem dança ou sorri. depois de uma febre de 39 graus. um coração que é mais um baiacu do que um coração. uma oração. apenas. um canivete. uma menina. o indizível. o que não há remédio.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a oração:&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-8834411098412310222?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/8834411098412310222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=8834411098412310222' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/8834411098412310222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/8834411098412310222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/07/estar-em-algum-lugar-e-nao-estar.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-3015542894675745877</id><published>2009-07-15T21:08:00.000-07:00</published><updated>2009-07-15T21:21:36.778-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A vida não é um poligono. Então parem de exigir de mim que eu escolha lados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um de vocês viva a sua vida como achar melhor. Não é porque eu digo bom dia pra um que eu não gosto do outro. E sim eu sou fácil. Me vendo por bem pouco. Bem pouquinho mesmo. Se você me der dois segundos de atenção, então eu vou te ouvir. E vou cuidar de você. Mas isso não exclui uma terceira ou mesmo uma quarta pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, não delimitem as coisas.&lt;br /&gt;Os dois. Vocês sabem quem são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu gosto de X, isso não exclui Y. E muito menos excluirá Z, só porque no momento Z está contido no mesmo grupo que X. É só um subgrupo. Eu estou na intersecção desses grupos, ok? Me deixem. Se X e Y não podem dialogar, o problema é de X e de Y. N não tem nada que ver com isso. N quer fazer parte do grupo de todos. E N quer falar com todos. E N quer falar de todos. N gosta muito do grupo T, que é a intersecção de outros dois grupos. Será que não dá pra gente juntar esses grupinhos. N gostaria. Mas acontece que N não manda em porra nenhuma. Então N fica na sua, cuidando da própria vida. Agora, não venham exigir que N fique se policiando com seus assuntos. N gosta de todos, mas sempre gostou e sempre gostará mais de si própria. Porque, no final, o que sobra é apenas esse grupo bem pequeno em que N está contido. Contido e sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega de matemática de amador. A vida é básica.&lt;br /&gt;Tudo fica bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-3015542894675745877?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/3015542894675745877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=3015542894675745877' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/3015542894675745877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/3015542894675745877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/07/vida-nao-e-um-poligono.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-2911966510256955746</id><published>2009-07-13T19:00:00.001-07:00</published><updated>2009-07-13T19:20:59.401-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não sei mais em que ato nós estamos e nem que peça é essa. Mas isso aqui tá mais parecendo o Inspetor Geral, dada a grande quantidade de personagens. Eu mesma nem sei mais quem é quem. Mas tenho a leve impressão que daqui pra frente já é o III Ato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jazz, por favor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coltrane?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está decretado o fim eterno do carnaval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que ela chorava eu voltava atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é burra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse já é o III Ato. Não é permitido falar sobre o passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me desculpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem... só não faça de novo, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(silêncio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(silêncio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que eu não tenho nada pra dizer sobre o presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(silêncio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sobre o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(silêncio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que eu não tenho nada pra dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(silêncio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer falar dela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Tô bem assim, em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jazz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor. Coltrane?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(música)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que essa é a pior coisa que você já escreveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei. Acho que eu escrevia melhor quando estava com ela, ou quando estava com raiva dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é... aquela estória de zumbis era tão boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas o Paul, o Zumbi apareceu antes dela reaparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tecnicamente é da época em que ela ainda estava presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tecnicamente é. Mas eu inventei o Paul, O Zumbi pra outra garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí é que tá o problema. Você fica inventando estórias e personagens pras garotas por quem você se apaixona. É claro que uma hora ou outra a fonte ia secar. Porque uma hora ou outra você ia ter que não estar apaixonada ou sofrendo por alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você só consegue produzir sentidos metafóricos através do sofrimento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso é terapia, não literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu nunca disse que isso aqui era literatura. Isso aqui é, sim, sublimação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você adora esses sims e nãos entre vírgulas. Disso você podia desistir. Seria tão melhor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pára de usar reticências. Reticências me irritam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei. É de propósito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pára!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá bom, eu paro. Mas só se você parar de usar tanta vírgula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponto final pode?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso perguntar uma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não acha que isso aqui beira à loucura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso aqui o quê, exatamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(silêncio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca consigo diferenciar o que é diálogo do que é narração. E isso é bastante esquizofrênico. Mas nem eu sei direito o que é o quê. Agora, por exemplo, a única coisa que eu sei é que está frio. E é preciso esperar a primavera. Porque depois vem o verão. E todos os amores são de capricórnio. Pelo menos estes aqui. É que não dá pra começar a amar alguém nesse frio insano. Fica tudo congelado. Inclusive as mãos. E pra tocar alguém é preciso ter as mãos aquecidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-2911966510256955746?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/2911966510256955746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=2911966510256955746' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/2911966510256955746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/2911966510256955746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/07/nao-sei-mais-em-que-ato-nos-estamos-e.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-1059257645046717232</id><published>2009-07-13T18:11:00.001-07:00</published><updated>2009-07-13T18:34:08.114-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu tinha pensado que seria fácil.&lt;br /&gt;Mas cá estamos depois de todo esse tempo e não é nenhum pouco fácil ainda. Eu virei esse brinquedo estragado. Carro sem rodinha, videogueime sem fita, boneca sem braço, controle sem pilha. Eu não acho que tenha sido sempre assim. Se escolho entre dois amores, escolho, além de quem realmente amo, também pela morte do desprezado, já dizia meu amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha pensado que seria de sutilezas.&lt;br /&gt;Que qualquer coisa que acontecesse seria leve e bem devagar. E apesar de parecer que a gente vive nesse romance da Jane Austen, cheio de olhares e toques furtivos, não é suave. Não. Suave é a noite. O resto é bastante amargo mesmo. E não digo nada disso pra te culpar. Talvez, sim, você tenha me quebrado. Mas talvez isso seja o amadurecimento de que eu tanto precisava. Relógio sem ponteiro, entende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha pensado que pensar não adiantava.&lt;br /&gt;E te escondi no fundo de uma gaveta qualquer. Junto com o menor vaso de flor que eu já tive. Mas a memória, infelizmente, não tem gavetas, meu bem. E de tanto te encontrar em cada verso, te perdi. Sobrei eu e esse pedestal que eu não consigo destruir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu cansei de metáforas pra coração.&lt;br /&gt;A moda é muito importante e os corações caíram em desuso.&lt;br /&gt;Como num filme de zumbi, desses que te causam sobressaltos, o meu coração parou de pulsar. E não. Eu não morri. Eu continuo aqui contando com esse punhado de palavras vãs que sobram de você. E quando você finalmente trouxer flores será para um encontro póstumo. Porque, por agora, eu nada posso garantir a não ser essa falha trágica. Esse timing imperfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda pretendo me contradizer mais umas 19 vezes antes de você chegar. E aí. Aí será tarde demais, percebe? Mesmo que você traga margaridas. Mesmo que você me peça um atalho. Mesmo que você me peça um auxílio. Mesmo que você me peça em casamento. Mesmo que você não me peça nada. Mesmo que eu use essa negativa dupla que se anula. Eu me contradigo até me anular. E então será tarde demais. Eu direi o indizível. Você não pedirá sequer uma prece. Mas eu darei mesmo assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu te amo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-1059257645046717232?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/1059257645046717232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=1059257645046717232' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/1059257645046717232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/1059257645046717232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/07/eu-tinha-pensado-que-seria-facil.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-6848711839439351141</id><published>2009-07-08T11:33:00.001-07:00</published><updated>2009-07-08T11:38:47.089-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>guarda as mãos na luva&lt;br /&gt;encolhe os ombros&lt;br /&gt;feito tartaruga&lt;br /&gt;é pôr os pés na calçada&lt;br /&gt;que a madrugada&lt;br /&gt;já te suga&lt;br /&gt;mesmo você muda na calada&lt;br /&gt;eu já planejo a tua fuga&lt;br /&gt;pro nosso esconderijo&lt;br /&gt;que é o coração&lt;br /&gt;uma gruta&lt;br /&gt;é só um êxtase&lt;br /&gt;um bicho já curtido&lt;br /&gt;tão guardado&lt;br /&gt;a luta que eu travo&lt;br /&gt;você desfruta&lt;br /&gt;você me suja&lt;br /&gt;e eu não me lavo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma colaboração músico-literária entre:&lt;br /&gt;Luiz Felipe Leprevost, Otávio Liñares, Anna Krassusky, Beatriz Pires Santana e Nina Rosa Sá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-6848711839439351141?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/6848711839439351141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=6848711839439351141' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6848711839439351141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6848711839439351141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/07/guarda-as-maos-na-luva-encolhe-os.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-5538544356514840461</id><published>2009-06-25T17:07:00.000-07:00</published><updated>2009-06-25T17:19:46.980-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>(a menina bebe. com uma mão a cerveja. com a outra uma pinga qualquer. a menina reveza goles. agora que os cigarros não bastam para ausência de ações para mãos. então reveza.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o idi vai tomando o lugar todo reservado ao superego. o idi é muito espertinho. ele sempre ocupa mais espaço. depois que a sessão de revezamento acaba o idi, maldito espertinho, deixa um buraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a menina parece ignorar a aproximação do idi. ou então finge ignorar.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ela diz: "ainda não estou pronta pra desistir de você."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ela diz: "é preciso flores!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a menina desiste de beber a pinga qualquer. reveza as mãos apenas em cerveja e cigarros. mas já é tarde. agora é o idi quem fala.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;às vezes é necessário fazer o coração parar de bater e aceitar qualquer coisa amena. às vezes é necessário esquecimento. às vezes é necessário lembrar. lembrar que é necessário esquecer. to let go. às vezes é necessário aceitar que os rumos que as coisas tomam nem sempre são aqueles que a gente deseja. às vezes é necessário sufocar os sentimentos, mantê-los bem lá no fundo. com o tempo eles aceitam esse lugar de memória. é necessário parar de escrever. é necessário parar de ler. é necessário parar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;então por que tudo isso parece impossível além de necessário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por causa do vento que vai lá fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e você vem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a menina desiste da cerveja. apaga o último cigarro. afoga o idi. e recomeça.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-5538544356514840461?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/5538544356514840461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=5538544356514840461' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/5538544356514840461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/5538544356514840461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/06/menina-bebe.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-7775491523035780351</id><published>2009-06-25T16:33:00.000-07:00</published><updated>2009-06-25T16:36:48.010-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>se você acha tantas coisas sobre como vai ser. sobre como seria. e desprezando aquilo que realmente foi, eu daqui acho também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acho que eu diria pouquíssimas coisas. talvez eu fumasse um cigarro. ou então mantivesse as mãos nos bolsos, na ausência específica de ações para mãos. é. pessoas como você ou momentos como esse me deixam assim, sem saber o que fazer com as minhas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acho que eu diria que tudo bem. que tudo fica bem eventualmente. inclusive eu. inclusive você.&lt;br /&gt;não sei se eu beijaria a sua testa ou te abraçaria de volta. às vezes tocar me constrange. e às vezes tocar me deprime. não sei qual seria o caso. tenho essa tendência de não encostar muito nas pessoas, especialmente quando elas estão indo embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a gente se despede simplesmente dizendo "tchau. a gente se vê." porque nem eu nem você gostamos de muito alarde. então trataríamos a coisa com uma artificialidade natural. e realmente nós nos veríamos. nós nos veremos. inevitável que seja assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e você estará bem. e eu estarei bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu vou perguntar se você já assitiu ao filme do woody allen. você, se disser que sim, vai me explicar o quanto se identificou com aquilo. eu vou dizer que já esperava. então você vai me perguntar se eu finalmente li o texto do David Foster Wallace. eu vou dizer que sim. e que você tinha razão. é cruel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como foi cruel uma vez aquele tempo em que a gente disse: "tchau. a gente se vê." e que tudo isso agora é só uma lembrança. eu vou te pagar uma cerveja. e a noite vai te levar embora de novo. mas dessa vez sem grande estardalhaço ou qualquer tipo de sofrimento. e será um desses encontros amenos. mas com uma profundidade oculta que só eu - talvez você - vai notar.&lt;br /&gt;e fica tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acho que vai ser assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-7775491523035780351?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/7775491523035780351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=7775491523035780351' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/7775491523035780351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/7775491523035780351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/06/se-voce-acha-tantas-coisas-sobre-como.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-376003355300511957</id><published>2009-06-09T20:17:00.000-07:00</published><updated>2009-06-09T20:19:16.567-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Minha primeira letra de música. Em parceria com Leozinho e Teca. Ainda sem nome. Se alguém tiver uma idéia de título, joga na roda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você diz que quer dançar [comigo]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você diz que vai tocar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uma canção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uma canção que me liberte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você diz que quer dançar [comigo]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu. racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você. desigual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pra dançar comigo você tem que contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um, dois. um, dois. um, dois. um, dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;será que você pode contar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um, dois. um, dois. um, dois. um, dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pra sempre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu digo sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu danço sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se você contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um, dois. um, dois. um, dois. um, dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se você contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um, dois. um, dois. um, dois. um, dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pra sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se você contar um, dois pra sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um, dois. um, dois. um, dois. um, dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se você contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um, dois. um, dois. um, dois. um, dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pra sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se você contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um, dois. um, dois. um, dois. um, dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pra sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-376003355300511957?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/376003355300511957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=376003355300511957' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/376003355300511957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/376003355300511957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/06/minha-primeira-letra-de-musica.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-8149195961395732323</id><published>2009-05-31T16:47:00.000-07:00</published><updated>2009-05-31T16:48:35.887-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Escrever e escrever. Não escrever apenas informações técnicas. Escrever com amor o mais burocrático dos e-mails. Escrever como quem manda um beijo. Escrever aos amigos considerando-os como tal. Escrever aos amigos sempre. Escrever as três palavras inevitáveis sinceramente. Escrever com honestidade, ainda que isso doa. Escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é a tecnologia do afeto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-8149195961395732323?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/8149195961395732323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=8149195961395732323' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/8149195961395732323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/8149195961395732323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/05/escrever-e-escrever.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-2873470890754183518</id><published>2009-04-29T14:25:00.000-07:00</published><updated>2009-04-29T14:33:17.916-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>cada frase dessas vem oculta de milhares de significados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a garota ainda diz não ter flores preferidas. diz que não dá pra escolher. diz: "são flores.")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;são flores.&lt;br /&gt;bandini continua a esperar a primavera. eu não.&lt;br /&gt;eu espero você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;há muito tempo eu não sentava aqui em frente ao computador e escrevia sem mágoa ou raiva ou cerveja. os cigarros permanecem.&lt;br /&gt;isso não quer dizer muita coisa.&lt;br /&gt;mas isso também quer dizer muita coisa.&lt;br /&gt;isso quer dizer simplesmente o que isso quer dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolhe uma canção bonita pra tocar ao fundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É. Ao fundo do beijo que eu agora vou te dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(escolhe.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O céu, do jeito como está hoje, eu o desejo, assim, pra você.&lt;br /&gt;Limpo.&lt;br /&gt;Com as luzes dos prédio e dos aviões e das torres de telecomunicação. Tem poesia no urbano. Eu te desejo isso assim. Cheio de luzes da cidade. Cheio de janelinhas. Com estórias possíveis. Para finais possíveis. Para inícios possíveis. Para isso. Para você. Para beijos possíveis.&lt;br /&gt;Olha pro céu.&lt;br /&gt;Hoje ele é meu presente pra você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-2873470890754183518?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/2873470890754183518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=2873470890754183518' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/2873470890754183518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/2873470890754183518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/04/cada-frase-dessas-vem-oculta-de.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-1419627480704133245</id><published>2009-04-28T20:01:00.000-07:00</published><updated>2009-04-28T20:03:34.433-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>FIM DO I ATO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CENA 1, II ATO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(vamos fingir que a gente não existe?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a menina tinha na mão esquerda uma daquelas garrafinhas de coca-cola. na direita um marlboro vermelho apagado.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena se passa em Curitiba, no Largo da Ordem. O céu está dividido em tons de violeta. As nuvens parecem de algodão. Algodão apenas. E não algodão doce. As palavras fluem dos ombros, passam pelos braços e punhos e deslizam para o teclado pelos dedos. Apenas seis. Não sabe usar os dez para digitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma garota irá dizer que também não é possível viver sem água. A resposta será um vácuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a menina agora pensa que a garota tem razão. mas sobrevive-se até 4 dias sem água. enquanto que sem ar apenas uns 4 minutos. vai pensar. mas não dirá.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe, realmente, muito a ser dito. No entanto o que existe já é tanto mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. O II Ato começa com sims. Não o jogo de computador. As afirmações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você vier eu conto só pra você que as minhas flores preferidas são margaridas e que se um dia eu vier a casar será com um buquê delas.&lt;br /&gt;Eu te conto que eu sei que eu não devia usar te com você.&lt;br /&gt;Eu te conto que eu não me apego muito a esse tipo de coisa.&lt;br /&gt;Eu te conto que fumo o cigarro que eu fumo só porque é mais cênico.&lt;br /&gt;Eu te conto que uma das minhas coisas preferidas no mundo é andar de mãos dadas.&lt;br /&gt;Eu te conto que eu sempre ouço música na minha cabeça em momentos bonitos ou tristes.&lt;br /&gt;Eu te conto que eu costumava imaginar uma câmera me filmando o tempo todo na minha sitcom particular.&lt;br /&gt;Eu te conto que muita coisa já se passou e que o mundo se abre das maneiras mais inesperadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha pro céu. A textura é formidável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-1419627480704133245?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/1419627480704133245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=1419627480704133245' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/1419627480704133245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/1419627480704133245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/04/fim-do-i-ato-cena-1-ii-ato-vamos-fingir.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-3150823948522226222</id><published>2009-04-27T19:31:00.000-07:00</published><updated>2009-04-27T19:32:51.754-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quando o verão se foi, você escolheu ir junto.Quando o inverno chegou, você resolveu voltar. Nosso amor de outono pode ser ao som da flauta ou do atabaque, você escolhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca acreditei em finais felizes, só em finais possíveis. E talvez seja tempo de água, talvez seja tempo de terra. O tempo de ar já passou. Mas ar é aquilo que é necessário para sobreviver. Então vou fingindo que é fácil. Que não dá vontade de te ligar e dizer que hoje o céu parecia de algodão e a lua estava linda. Fingindo que eu já nem me lembro mais do teu número ou do teu gosto. E de tanto fingir as coisas começam a se tornar reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se for tempo de água um quadrado não é só um quadrado. Se for tempo de terra um quadrado sempre será apenas um quadrado. Você é um círculo. Sem começo ou fim. Um círculo. E agora são necessários losangos. E copas de árvore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espere a primavera. Ainda que o seu nome não seja Bandini.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-3150823948522226222?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/3150823948522226222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=3150823948522226222' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/3150823948522226222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/3150823948522226222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/04/quando-o-verao-se-foi-voce-escolheu-ir.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-6465669387920534834</id><published>2009-04-23T14:23:00.000-07:00</published><updated>2009-04-23T14:30:24.581-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ela vai. Ela vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem querer ficar fazendo nenhum tipo de elogio ao passado. Talvez um elogio à mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei de te amar. E quando decidi que cansei foi que eu realmente percebi. Que a vida é assim. Simples. Como aquela canção do Nenhum de Nós. aquela canção que um amigo ouviu e sofreu. E ela era assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tudo bem se não deu certo&lt;br /&gt;Eu achei que nós chegamos tão perto&lt;br /&gt;Mas agora com certeza eu enxergo&lt;br /&gt;Que no fim eu amei por nós dois&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você lembra!&lt;br /&gt;Você vai lembrar de mim&lt;br /&gt;Que o nosso amor valeu a pena&lt;br /&gt;Lembrar é o nosso final feliz&lt;br /&gt;Você vai lembrar...Vai lembrar...sim...&lt;br /&gt;Você vai lembrar de mim."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois disso as pessoas choraram. Porque algumas resoluções, passadas ou futuras, podem ser brutais.&lt;br /&gt;E eu sou - como diria o Stuart Murdoch - brutal, honesta e tenho medo de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou tentando escrever uma coisa bonita. Só uma coisa singela. Que é pra dizer adeus de maneira suave. Como se fosse um pôr-do-sol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-6465669387920534834?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/6465669387920534834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=6465669387920534834' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6465669387920534834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6465669387920534834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/04/ela-vai.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-764283791855156880</id><published>2009-04-14T14:34:00.000-07:00</published><updated>2009-04-14T14:40:58.234-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quando o fantasma ressurgir - e, acredite, ele ressurgirá - você pensará naquela canção do Roberto. E se permita uma lágrima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a única maneira da Parte III começar de fato é permitindo que a Parte II surja às vezes. Permita que ela te invada. Que ela provoque o que tem de provocar. Sofra a nostalgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então se levante. Recupere-se. Saiba que fantasmas não são eternos. Fantasmas são apenas lençois brancos. Como branca era a pele de quem um dia você amou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o fantasma ressurgir você estará pronto. E dirá: "sai fantasma!" Não importa se toca uma versão daquela música do New Order. Não importa se o seu amigo canta aquela velha canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importa que há o mar. E ele cabe no espaço de um braço. E se você me abraçar eu me afogo. Porque é tempo de água.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-764283791855156880?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/764283791855156880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=764283791855156880' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/764283791855156880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/764283791855156880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/04/quando-o-fantasma-ressurgir-e-acredite.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-7791213416648537812</id><published>2009-04-14T14:29:00.000-07:00</published><updated>2009-04-14T14:33:52.067-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Essa agora é pra você.&lt;br /&gt;Você que foge, que finge, que finca o pé no chão.&lt;br /&gt;Essa agora é pra você.&lt;br /&gt;Que fingiu me amar. Ou que me amou mas fugiu.&lt;br /&gt;Essa é uma canção tamanha. Aquela que ainda me causa essa febre de 40 graus.&lt;br /&gt;Essa agora é pra você.&lt;br /&gt;Que fez da despedida um espetáculo. Que colocou a trema no U do "agora agüenta!"&lt;br /&gt;Que fez trovão daquilo feito pra ser garoa.&lt;br /&gt;Essa agora é pra você.&lt;br /&gt;Que me esvaziou. Que me encheu. Que foi única. Que foi você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-7791213416648537812?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/7791213416648537812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=7791213416648537812' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/7791213416648537812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/7791213416648537812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/04/essa-agora-e-pra-voce.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-4830555601259489920</id><published>2009-04-11T10:35:00.000-07:00</published><updated>2009-04-11T10:46:45.381-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sim. A menina se salva. Como num filme do Christophe Honoré há a redenção. Deixaremos o George Romero de lado finalmente. Deixaremos de lado qualquer morto-vivo e sairemos em busca da redenção. O coração ainda bate, pulsa. Como uma sapo ou um baiacu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela, a menina, não destruirá vidros de automóveis. Não. Ela cantará uma canção em francês e sairá dançando pela rua Carlos de Carvalho. E, feliz, sairá em busca de algum maracatu. Comprará um colar de contas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vai admitir. Sim, eu admito. Ainda há espaço para romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARTE III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estória a ser narrada não tem personagens reais ficcionalizados. Porque aqui ninguém saltará de ônibus em movimento. Ninguém beberá até cair. Não haverá cigarros ou drogas. E sim chá gelado. Aqui há remédio cênico. Existem mãos. E em algum momento elas vão se tocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina continua caminhando pela vida. Com o sentimento de que sim, é preciso caminhar. Ao seu lado uma espécie de fiel escudeiro que sofre. Mas não existe mais o medo do mundo, nem do amor, nem de dores inenarráveis. O som de uma única mão que aplaude. Qual será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estória a ser narrada tem canções. É sobre fotografia. Estática e em movimento. Sobre outros continentes e oceanos. E agora é assim. Fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-4830555601259489920?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/4830555601259489920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=4830555601259489920' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/4830555601259489920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/4830555601259489920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/04/sim.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-5726835419490136841</id><published>2009-04-10T02:55:00.000-07:00</published><updated>2009-04-10T03:03:07.317-07:00</updated><title type='text'>Para a garota que deixou tudo...</title><content type='html'>O baque, ela disse, não foi tão forte assim.&lt;br /&gt;O poder de convencimento que ela possuía se localizava no ombro esquerdo. Não no direito como tantos pensavam.&lt;br /&gt;Então era isso.&lt;br /&gt;O poder de persuasão, de convencimento. Localizava-se no ombro esquerdo.&lt;br /&gt;E ela havia deixado a bicicleta para trás.&lt;br /&gt;As pessoas insistiam em relembrar a bicicleta. Todas aquelas pequenas estórias da bicicleta.&lt;br /&gt;Mas já havia se passado mais de cinco anos.&lt;br /&gt;E ela havia deixado a bicicleta para trás.&lt;br /&gt;Embora os outros não deixassem. Ela havia.&lt;br /&gt;Como havia deixado todas essas estórias - das maiores às menores - para trás.&lt;br /&gt;Aquelas da depressão. De amores frustrados. De amores violentos. De saudade de colares de conta. De estórias de maracatu.&lt;br /&gt;Ela havia deixado ela mesma para trás.&lt;br /&gt;Mas agora mantinha o sorriso quando chegava em casa às onze horas da noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-5726835419490136841?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/5726835419490136841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=5726835419490136841' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/5726835419490136841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/5726835419490136841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/04/para-garota-que-deixou-tudo.html' title='Para a garota que deixou tudo...'/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-4848055887482496282</id><published>2009-03-10T21:15:00.001-07:00</published><updated>2009-03-10T21:17:21.536-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A verdade é que não há verdade. Se fosse fácil assim não existiriam jogos de adivinhações. Mas essa eu adivinho. Tudo acabará em vísceras. Como num filme de zumbi. E não. Quem ri por último não ri melhor. Talvez seja só vingança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é assim. Todas as coisa novas gritam e clamam por você. Você virá? Sim. Você virá. Por mais um carnaval eu espero. Por mais um carnaval eu te amo. E daqui a pouco é daqui a pouco. Então você ressurgirá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou eu. Jasons...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-4848055887482496282?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/4848055887482496282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=4848055887482496282' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/4848055887482496282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/4848055887482496282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/03/verdade-e-que-nao-ha-verdade.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-5352744378984217906</id><published>2009-03-10T21:12:00.000-07:00</published><updated>2009-03-10T21:15:33.020-07:00</updated><title type='text'>Sobre Listas Antigas</title><content type='html'>sabe quando você sente necessidade de gritar?&lt;br /&gt;quando você sente necessidade física de gritar?&lt;br /&gt;pois bem, eu sei o que é isso nesse momento.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;você me enlouquece.&lt;br /&gt;você não me escuta.&lt;br /&gt;você fala demais.&lt;br /&gt;você é egoísta.&lt;br /&gt;você é indecisa com relação às escolhas de vida.&lt;br /&gt;você se mexe pra caralho pra dormir.&lt;br /&gt;você não dorme de conchinha.&lt;br /&gt;você é injusta às vezes.&lt;br /&gt;você faz tempestade em copo d´água.&lt;br /&gt;você não confia em mim.&lt;br /&gt;você só discute as coisas quando você quer discutir.&lt;br /&gt;você me deixa insegura.&lt;br /&gt;você me faz ter a impressão de que eu te amo muito mais do que você me ama.&lt;br /&gt;você não tem muito romantismo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;e mesmo assim eu te amo.&lt;br /&gt;o pior é que eu te amo por causa de cada um desses defeitos. e não apesar deles.&lt;br /&gt;e te amo porque você, quando você tá afim, faz com que eu me sinta a pessoa mais importante do mundo.&lt;br /&gt;e você não tem idéia do quanto isso é precioso.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;você canta o tempo todo.&lt;br /&gt;você chora.&lt;br /&gt;você demora no banho.&lt;br /&gt;você é insegura.&lt;br /&gt;você é linda.&lt;br /&gt;você é inteligente.&lt;br /&gt;você sorri do jeito que você sorri.&lt;br /&gt;você usa um óculos completamente desmangolado.&lt;br /&gt;você diz boa noite sempre do mesmo jeito.&lt;br /&gt;você desiste dos filmes na metade.&lt;br /&gt;você gosta de Ugly Betty.&lt;br /&gt;você parece criança às vezes.&lt;br /&gt;você, quando tá afim, é um dos melhores sexos que eu já fiz.&lt;br /&gt;você tem orgulho de mim.&lt;br /&gt;você é engraçada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-5352744378984217906?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/5352744378984217906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=5352744378984217906' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/5352744378984217906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/5352744378984217906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/03/sobre-listas-antigas.html' title='Sobre Listas Antigas'/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-4539237060939358687</id><published>2009-01-31T10:14:00.000-08:00</published><updated>2009-01-31T10:56:29.381-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Estou escrevendo o Grande Romance Americano. Aquele que todos os escritores loosers de filmes americanos sobre escritores loosers sonham em escrever. Estou escrevendo o Grande Romance Amerciano e ele é bastante auto-biográfico. Mas acho que auto-biográfico não é mais hifenado. Enfim. Estou a escrever. Por enquanto tenho apenas duas frases. E sei que isso é demasiado pouco para um Grande Romance Americano. Mas fazer o quê? Vá lá, digo pra mim, tenho apenas duas frases, mas isso já é alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas frases:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É muito difícil ser uma pessoa gay que adora filmes de zumbi, porque se não te ridicularizam por uma coisa, ridicularizam pela outra."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A primeira vez que eu beijei a garota, que eu sabia não ser a mulher da minha vida, ela chorou."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por agora tenho apenas isso. Gostaria de ter mais. Gostaria de desenvolver melhor aquela estória da garota zumbi e da garota que alimentava a garota zumbi com partes do seu próprio corpo. Até porque aquela estorinha ficou com um final bastante inconclusivo - e ao mesmo tempo um previsão absurda de futuro - em que a garota não-zumbi entregava seu próprio coração como banquete póstumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok. Coração entregue. Mas e aí? A garota zumbi comeu? Ela usou o sacrifício final da outra garota para de novo se transformar em uma pessoa apenas viva e não morta-viva?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, meu querido, é o seguinte. Zumbis comedores de carne viva sempre serão zumbis comedores de carne viva. Entende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que ela aceitou o coração. Porque estar em vias de se tornar humano não necessariamente é ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o que você está dizendo, sei lá eu se metaforica ou literalmente, é que as pessoas - mesmo as mortas-vivas - não mudam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu estou dizendo, literalmente, é que um processo desses geralmente não é reversível. Metaforicamente cada um entende o que melhor lhe aprouver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então você quer dizer que, literalmente, a menina zumbi comeu o coração e permaneceu zumbi. Matou o fome na hora, mas morreu depois? É isso que você está dizendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estou dizendo que o caminho é o fim, mais que chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ei, não se pode parafrasear coisas neste diálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é isso mesmo? Todo mundo morre no final? Não há esperança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre há. Se tudo que sabemos do amor é que ele acaba - desculpe, mas eu precisva usar essa - há esperança sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense. Você entregaria seu coração a alguém acorrentado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez. Mas espero que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. A menina não-zumbi jamais faria isso. Jamais se sacrificara em vão. Saca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ou menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe aquilo que você disse sobre a pessoa que termina ser responsável pela última mágoa? E precisar saber suportar o peso dessa última mágoa, mesmo que as coisas já estivessem em um inverno nuclear?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aham, mas ainda não entendi aonde você quer chegar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menos que a pessoa seja muito inconseqüente - posso usar esse trema aqui ainda? - ela sabe o peso que terá que carregar. E a menina zumbi se afasta da realidade. Ela entende o peso das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hum...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso ela pode não se curar ou se curar. Não importa. O que importa é o peso das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O peso das coisas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina, antes de entregar o coração, desatou todos os nós. Abriu os cadeados. Destruiu as correntes. Pois se não funcionasse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra estaria livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Você não entrega o seu coração a alguém acorrentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro é necessário libertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você sabe como é que essa estória acaba? Quero dizer, ela se salva?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não tenho certeza. Mas espero que não. Às vezes é melhor ser um morto-vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso perguntar uma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode, mas talvez eu não responda. E não por implicância ou coisa assim, afinal quem telefonou pra você fui eu, mas porque talvez eu ainda não saiba a resposta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta é: quem é você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te parece óbvio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece. Mas eu queria ter certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu querido, tudo que sabemos sobre certezas é que elas não existem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem razão. Eu, por exemplo, sempre tive certeza de que você jamais usaria uma blusa amarela e rosa, e veja só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E veja só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando daqui de cima parece que a única certeza é o chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(fim inconcusivo de uma metáfora inconclusiva.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(o texto faz referência a outro, postado em 18 de setembro de 2008, curiosamente dois dias depois do meu aniversário de 25 anos. estou ficando velha e cada vez mais ranzinza. alguém ainda tem paciência?)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-4539237060939358687?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/4539237060939358687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=4539237060939358687' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/4539237060939358687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/4539237060939358687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/01/estou-escrevendo-o-grande-romance.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-801944176639183242</id><published>2009-01-02T17:46:00.000-08:00</published><updated>2009-01-02T17:53:18.525-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sobre o tripé do bom relacionamento romântico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psicanalistas afirmam que para se ter um bom relacionamento três coisas são indispensáveis. São elas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) admiração&lt;br /&gt;2) confiança&lt;br /&gt;3) perspectiva de futuro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me pergunto qual será o tripé necessário à boa obra artística. E cheguei a uma conclusão literária. E talvez não-ortodoxa sobre três coisas necessárias para que eu escreva - bem ou mal. São elas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) cervejas&lt;br /&gt;2) cigarros&lt;br /&gt;3) dor - física ou espiritual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que dá pra substituir um tripé pelo outro?&lt;br /&gt;Ah, os relacionamentos durariam mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-801944176639183242?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/801944176639183242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=801944176639183242' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/801944176639183242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/801944176639183242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2009/01/sobre-o-trip-do-bom-relacionamento.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-6754427932205591114</id><published>2008-12-29T16:32:00.000-08:00</published><updated>2008-12-29T16:54:22.904-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É sempre aquela velha estória. O passado já foi, do futuro não se sabe e o presente é apenas um ponto. Um ponto que passou. Que passou. Que passou. Que passou... ad infinitum.&lt;br /&gt;Então como é que só o presente - que não passa de um ponto insignificante - pode bastar pra alguma coisa? Não. Só o presente é pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando não se tem nenhuma grande perspectiva de futuro - e veja bem, isso depende da área a que se refere. por exemplo, se não se vislumbar um grande futuro profissional, o presente passa a ser pouco e então nos agarramos ao passado, sendo que o passado nem mesmo precisa ter sido glorioso. e assim por diante com as outras áreas. - volta-se ao passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem toda história de amor acaba mal, ok.&lt;br /&gt;Mas toda história de amor acaba. E você pode ter dado tudo de si, ou você pode ter se esforçado de menos ou demais. Indifere, ela acaba. Praquelas pessoas bem sortudas - ou esforçadas, sei lá - acaba só oitenta anos depois com a morte de uma das partes. Praquelas bem azaradas acaba algumas horas depois com uma das partes tendo ido embora e levado consigo todos os pertences da outra, deixando a outra amarrada à cama. Pras pessoas comuns - como eu e você - ela dura o tempo que tem que durar e, se tudo correr bem, sem muita mágoa guardada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e você fazemos parte do passado. Na verdade tanto eu quanto você fazemos parte do presente. Mas eu e você significando "a gente" fazemos parte do passado. Não tão glorioso, mas tivemos nossos momentos. Acontece que teve um momento - depois de anos - em que eu parei de acreditar no "a gente" no futuro. E só o presente é pouco. E no meu passado não havia só você. Eu me agarrei ao passado. Primeiro a todo passado que não era você. E fiz coisas terríveis. Depois, arrependida, me agarrei ao passado que era você. Mas é lógico que não foi suficiente. Ainda me faltava, ou melhor, nos faltava a perspectiva de futuro. E não dá pra viver a partir de um ponto, nem que esse ponto esteja acompanhado de memórias. O passado são só memórias. E eu não queria continuar me agarrando a elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu aceito a sua condição de ponto e de memória. E eu gosto disso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-6754427932205591114?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/6754427932205591114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=6754427932205591114' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6754427932205591114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6754427932205591114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2008/12/sempre-aquela-velha-estria.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-2499741731519724211</id><published>2008-12-21T16:20:00.000-08:00</published><updated>2008-12-21T16:57:07.929-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sabe, eu vinha tendo esses delírios de grandeza...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, eu não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delírios de grandeza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, imbecil, eu sei o que são delírios de grandeza. Quando eu disse "não, eu não sei" foi me referindo especificamente aos seus delírios de grandeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah bom. Mas na verdade você me cortou. Eu ia falar outra coisa, outra coisa sobre a qual a espécie dos meus delírios de grandeza não influi. Os delírios de grandeza eram apenas um prólogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora me diz porque é que alguém mencionaria delírios de grandeza se eles não influem no restante do discurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi isso o que eu disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi sim. Eu ouvi. Você disse meus delírios de grandeza não influem na outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi isso o que eu disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o que é que você disse, hein hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse, numa construção verbal bem específia, eu disse: "...outra coisa sobre a qual a espécie dos meus delírios de grandeza não influi. Os delírios de grandeza eram apenas um prólogo." Entendeu? Se eu tenho ou tive delírios de grandeza, isso é o que importa. A espécie dos delírios não influi na narrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que a especificidade dos seus delírios de grandeza sempre influirão sobre a narrativa. Também acho que você tem convivido demais com um certo escritor curitibano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não venha com essa agora. Você sabe muito bem que eu jamais conviveria com qualquer escritor curitibano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então como é que você me explica a sua caixa de entrada dos e-mails? Há ali pelo menos dois escritores curitibanos bastante conhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é que você estava fazendo olhando a minha caixa de e-mails?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é só isso. Eu também vi as mensagens no seu celular!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é que você estava fazendo olhando as mensagens no meu celular?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só respondo as suas perguntas depois que você responder as minhas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de eu conviver ou não com escritores curitibanos não influencia em nada esta narrativa. Já o fato de você ter, pelas minhas costas, xeretado nas minhas coisas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é que usa a palavra xeretado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez dois escritores curitibanos bastante conhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Nenhum dos dois utiliza este linguajar do tempo do êpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Porque "do tempo do êpa" é bastante contemporâneo. Além do mais a sua expressão beira o regionalismo. E você sabe que nós odiamos regionalismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e pelo menos dois escritores curitibanos bastante conhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você está tentando me ludibriar. Nada disso tem haver com os seus delírios de grandeza. Que delírios são esses, afinal de contas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, eu sempre tive a impressão de que eu poderia... ei, é você quem está tentando me ludibriar!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, e eu quase consegui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que diabos você estava fazendo olhando os meus e-mails?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu suspeitei que você ainda falasse com ela... e como eu tenho memória fotográfica, fotografei sua senha ma minha cabeça nos segundos em que você a digitou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você tem memória fotográfia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É. Tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que você nunca me falou sobre isso antes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu achei que você poderia ficar desconfiada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu jamais desconfiaria de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, talvez você devesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afora o fato de eu ter memorizado a sua senha nos segundos em que você a digitou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um deslize. Mas eu sei que é porque você me ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também porque eu venho mantendo contato com dois escritores curitibanos bastante conhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não acredito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. E também com dois teóricos literários do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não acredito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E venho também, já há algum tempo, me comunicando com ela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não acredito. Os meus delírios de grandeza são fantasias de uma garotinha perto disso. Por que você fez isso com a gente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, eu andei sentindo que você estava distante. Já faz tempo isso. Foi aí que resolvi entrar no seu e-mail. Memorizei a sua senha nos segundos em que você a digitou. Entrei porque precisava saber se você andava distante porque estava se comunicando com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu andava distante porque eu não sabia o que fazer com esses malditos delírios de grandeza. Eu pulei do telhado, sabia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você tentou se matar e não me contou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tentei me matar. Não foi isso o que eu disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pulou do telhado e não tentou se matar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, simples seria se eu tivesse tentado me matar. Caso clínico de depressão. O problema é outro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Exatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você deveria saber que pulando do telhado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delírios de grandeza. Por sorte eu não morri. Caí no toldo. E era isso que eu queria te contar hoje. Qua aquelas duas semanas que eu andei distante, que só falava com você por telefone, quando muito... bem, eu não estava querendo terminar tudo. Eu só estava me recuperando de uma série de contusões em decorrência da queda. Mas aí você se antecipou, não quis me ouvir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não devia ter olhado os seus e-mails.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Não devia. Você poderia ter tido um pouco mais de paciência comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não fui capaz... eu não fui capaz de perceber...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eu já me comprometi com ela. Eu achei que você estava pronta pra fechar negócio com aqueles dois escritores... e os críticos literários disseram...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem. Gente não foi feita pra voar. Eu deveria ter previsto algo assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puxa, me desculpe. Me desculpe mesmo. Quem sabe em 2010?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu não conseguir voar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a menina junta uma porção de papéis desordenados e sai. a outra fica olhando perplexa enquanto murmura para si "se eu não voar".)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ei, espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a menina, fora de quadro, volta.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você esqueceu sua caneta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(pega a caneta e sai. agora de vez.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-2499741731519724211?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/2499741731519724211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=2499741731519724211' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/2499741731519724211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/2499741731519724211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2008/12/sabe-eu-vinha-tendo-esses-delrios-de.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-2330773664959497220</id><published>2008-11-15T08:39:00.000-08:00</published><updated>2008-11-15T08:54:25.360-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Você não está entendendo. Mesmo que você não queira. Você pertence. Independente do conjunto de números. Inteiros. Reais. Racionais. Naturais. Você pertence. E todo mundo só quer pertencer. Eu, por exemplo, sou uma fração.  Logo, pertenço ao grupo G.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Ontem eu me olhei no espelho e me vi. Ainda bem. Eu me vi e pensei "ainda bem. ainda não sumi."&lt;br /&gt;Ontem eu me olhei no espelho, me vi, pensei "ainda bem" e me achei bastante bonita. Como não me achava já há algum tempo. Eu me vi e cheguei à conclusão de que já fazia muito tempo que eu não me via. Já faz muito tempo que eu não me vejo. Porque se eu me visse já teria chegado à conclusão bastante óbvia de que isso não é necessário. Seja lá o que isso for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Querido diário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o ensaio se mostrou bastante produtivo. A vida não. E eu penso que talvez a vida não devesse ser produtiva mesmo. Afinal, é toda uma coisa subjetiva. E a produtividade me parece estar mais ligada à objetividade. Portanto, a vida não ser produtiva é que é o objetivo subjetivo. Se é que isso é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, inventei uma peça nova na minha cabeça, chama "Vidas Cítricas" e é uma livre adaptação do "Vidas Secas", do Graciliano Ramos. E ao invés de uma cachorrinha Baleia teria um gato chamado Tubarão. Não sei se o Graciliano iria gostar. A peça não se passaria no sertão, mas num viaduto qualquer. Uma analogia bastante óbvia. E no lugar do papagaio que morre no cinema, morreria uma pomba da paz. a luz seria bastante estourada, só de PAR foco 6. Uma espécie de citação ao Nelson Pereira dos Santos. Não sei se o Nelson iria gostar do meu "Vidas Cítricas", livre adaptação de "Vidas Secas". Mas, de qualquer modo, fica anotada a idéia. Faremos uma peça possível e futura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;"O desprezo nunca será delicado, por mais que eu sorria."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a gente tem um dia bom ainda assim parece que falta alguma coisa.&lt;br /&gt;Quando a gente tem um dia ruim parece que tem um abismo de coisas faltando.&lt;br /&gt;Metaforicamente eu meto um tiro no meu coração. Todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Meu amor, você dorme enquanto o mundo está acabando. Não lá fora. Aqui dentro. Você dorme, e o mundo acabando aqui dentro. Não me deixe esquecer. Preciso ler uma coisa pra você. Não sei se sou só eu. Mas tenho a impressão de que nada mais será como antes. Porque o mundo está acabando.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-2330773664959497220?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/2330773664959497220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=2330773664959497220' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/2330773664959497220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/2330773664959497220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2008/11/voc-no-est-entendendo.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-2544078055896819048</id><published>2008-10-22T11:50:00.000-07:00</published><updated>2008-10-22T12:12:50.779-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É engraçado quando você lê umas coisas por aí e totalmente se identifica com aquilo. Sempre que eu leio essas coisas que eu chamo de verdades ficcionais eu me sinto reconfortada. Eu também adoro uma metáfora. Verdades ficcionais que produzem sentidos metafóricos. Acho que taí uma coisa que você pode dizer sobre mim. Eu gosto e me identifico com esse textos por aí cheios de verdades ficcionais produzindo sentidos metafóricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que eu terminar de fumar eu verificarei as coisas novamente. Mas tenho a leve impressão de que elas permanecerão em seus lugares. A menina que eventualmente achava que era possível voar não tem mais asinhas nos pés. O que eu acho bastante bom, já que asinhas nos pés são coisas pra deus grego. E lugar de deus grego é no olimpo. E o lugar da menina que um dia teve, mas não tem mais por razões ainda desconhecidas, asinhas nos pés não é no olimpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá vendo? Acabei de inventar essa espécie de metáfora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Péssima metáfora por sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É. É péssima. Mas é minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua tentativa de aposto também beira ao ridículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aonde é que existiu uma tentativa de aposto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, se você não sabe isso. Então você não é ridícula. É burra mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É. Sou. E daí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E daí que eu não posso me relacionar com alguém que não consegue nem identificar uma tentativa de aposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então vai embora. Porque qualquer tipo de virtuosismo realmente não me interessa. Só me interessa a didática do afeto. Então, nem tenta me explicar o que é um aposto, porque eu não vou ouvir. Eu já cansei desse tipo de reprovação no teu olhar. E quer saber? Se você se julga um ser tão superior assim, me diz por que diabos as pessoas me amam, mas não amam você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez porq...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não vem com esse papo de gênio incompreendido não. Comigo não cola. Sacou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso falar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me escondo atrás da crítica exacerbada porque é a única coisa que eu sei fazer. Agora você não. Você tem essas malditas asinhas no pés. Você pode sair voando a qualquer minuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho bastante risível essa tua metáfora aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei. Talvez você tenha perdido as asinhas nesse processo longo que a gente tem tido e ousa chamar de relacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente não tem um relacionamento. A gente tem uma sucessão de atos falhos conjuntos. E asinhas nos pés, além de brega, é coisa de deus grego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lugar de deus grego é no olimpo e não aqui. Não comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lugar de deus, grego ou não, é no imaginário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é um aposto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o perdão do trocadilho devo dizer que não, isso não é um aposto. Isso é uma aposta. De Descartes. Aposta de Descartes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, vai empilhar coquinho na descida. Cansei de ser o referencial da tua retórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tecnicamente a minha ret...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Chega! Sem tecnicamentes. Não quero mais. Pega o teu aposto e enfia bem no meio do...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha a boca menina!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(se a avó entrasse na sala o diálogo terminaria assim.)&lt;br /&gt;(como não entra avó nenhuma na sala o diálogo termina de outra maneira.)&lt;br /&gt;(mais ou menos assim:)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Chega! Sem tecnicamentes. Não quero mais. Pega o teu aposto e enfia bem no meio do teu cu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok. Mas antes me dá um beijo. Pra viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem. Mas só porque talvez você morra atropelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(final mais ou menos feliz. feliz porque acaba em beijo. mais ou menos porque, de fato, a protagonista número 2 morre atropelada. e não volta.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-2544078055896819048?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/2544078055896819048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=2544078055896819048' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/2544078055896819048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/2544078055896819048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2008/10/engraado-quando-voc-l-umas-coisas-por-e.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-4756818904456453916</id><published>2008-09-18T17:26:00.000-07:00</published><updated>2008-09-18T18:21:25.106-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sobre corações jacu. Sobre corações iconográficos. Sobre tijolos e pedras e concreto que erguem cidades e estados e nações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre uma cerveja azul aberta em um dia frio. Sobre um cigarro de filtro vermelho bastante cênico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre datas não-comemorativas. Sobre dias difíceis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha história, eu queria que fosse escrita com "es". Como em estória. Mas o "es" caiu em desuso. Bem como os corações. Porque várias coisas caem em desuso de um inverno para outro. De uma primavera a outra. Sobre "Primavera, Verão, Outono, Inverno e... Primavera". Sobre mais um filme incabado. Ou nem começado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha estória começaria no verão. Embora eu ache que todo amor seja de capricórnio, a minha estória começaria no final de outubro. Começo de verão. Mas acho que amor, amor mesmo, só em dezembro. A minha estória começaria no verão com a frase "me ouça sem que eu diga coisa alguma". A minha estória começaria no verão com a frase "me ouça sem que eu diga coisa alguma" e acabaria em um inverno nuclear.&lt;br /&gt;Invernos nucleares são coisas de peça do Heiner Müller. Então acabaria num inverno nuclear com a protagonista presa num galpão com correntes fortes. A protagonista presa num galpão porque foi transformada em um zumbi e a menina que ela amava não teve coragem de decepar-lhe a cabeça. Muito menos de atear fogo em seu pequeno corpo zumbi, agora com uns pedaços faltando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acontece que na minha estória a menina/protagonista/zumbi ainda teria um ritmo fraco no peito. Um batimentozinho cardíaco leve. E terminações nervosas funcionando. E um pensamento certo. O pensamento de que nem hecatombes nucleares e invasões zumbi podem acabar com certos amores. Porque no inverno nuclear em que a protagonista se transformou num zumbi após ter um bom pedaço do braço arrancado ela ainda consegue sentir. Ainda consegue ouvir sem que coisa alguma seja dita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que um coração zumbi ainda é um coração de jacu? Ou agora somente um coração iconográfico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tijolos é feito um galpão. Ou de madeira. É. De madeira é mais usual. Mas também a madeira - junto com o "es" - caiu em desuso depois do inverno. Então tijolos servem de casa para uma alma zumbi que ainda sente, que ainda ouve, que ainda é. Embora não seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se alimenta um zumbi sem cometer assassinato? Ou ser cúmplice de um assassinato?&lt;br /&gt;A resposta é simples: não se alimenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a menina que não tinha virado um zumbi, mas também havia se apaixonado em dezembro, teve um idéia. Uma idéia bastante antropofágica. Sem nenhum caráter cultural. Arrancaria de si própria pedaços com os quais alimentaria a outra menina - aquela, a protagonista, a que tinha virado zumbi em um inverno nuclear. Alimentaria com pequenas porções de si própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto o corpo é finito. E depois, quando o verão dava os primeiros indícios de sua presença, já não havia mais tanto alimento no corpo da menina. Por mais que ela dosasse com muita cautela as refeições. E nenhuma cura parecia possível. A menina zumbi percebeu que situação era insustentável. A menina não-zumbi não desistiria nunca. Nem que precisasse se doar por inteiro. Os ouvidos agora ouviam muito mais do que as palavras. Ouviam todas as interjeições de dor que a menina não deixava escapar. Ouviam o barulho dos ossos, uns contra os outros, aonde não havia mais carne. Ouviam o outro batimento cardíaco, aquele que era forte, ficando fraco.  Do olho esquerdo da menina zumbi escorreu um lágrima. Pois sabia que cada um daqueles sons significava fim.  Parou de comer.  Finalmente compreendeu que o fim deveria partir dela. Deveria ter partido dela. Deveria ter partido dela numa outra, agora distante, primavera. O fim , então, partiu. As correntes não poderiam ser partidas, tanto quanto a greve de fome a que a menina zumbi havia imposto. Sem poder fugir definharia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente o fraco batimento cardíaco, meio morto meio vivo, começou a ficar mais forte. E todas as terminações nervosas faziam muito mais conexões. Ainda era pouco. Não se muda um zumbi da noite para o dia. Não se muda um zumbi nem mesmo de um ano para outro. Mas o que era apenas adivinhação parecia se tornar verdade. Se agüentassem por mais um tempo dessa maneira talvez a condição fosse revertida. A possibilidade da redenção se apresentava. Contudo de maneira bastante árdua. Parecia ser impossível a sobrevivência de ambas. Ou a greve de fome venceria e apenas uma delas continuaria viva. Ou a alimentação diária com pedaços do próprio corpo venceria e apenas uma delas continuaria viva. Mas a possibilidade se apresentava. Ínfima. Mas ali. Presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(enquanto eu escrevo o absurdo de uma estória de amor-zumbi você está pegando um ônibus pra vir pra cá. de maneira que o único fim que eu posso dar para esta estória é aquele que a gente já conhece. eu trago o meu cigarro uma última vez antes de escrever aquilo que eu não gostaria. bebo um derradeiro gole da cerveja antes de acabar essa aventura. e digo, com os meus olhos e estas malordenadas palavras, aquilo que você já sabe. eu digo sim. eu quero sims.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina que não havia se tornado um zumbi arranca do peito o coração. E o oferece como banquete póstumo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-4756818904456453916?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/4756818904456453916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=4756818904456453916' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/4756818904456453916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/4756818904456453916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2008/09/sobre-coraes-jacu.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-6332679233761917456</id><published>2008-09-16T00:05:00.000-07:00</published><updated>2008-09-16T09:14:39.611-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>She´s not coming back...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I know.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But she thought, just a while back, she thought...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;She thought life could be easy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yeah. That sounds about right.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;happy birthday to me...&lt;br /&gt;happy birthday to me...&lt;br /&gt;e o troféu abacaxi!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tinha pensado nisso assim.&lt;br /&gt;no ônibus.&lt;br /&gt;indo direto pra PUC.&lt;br /&gt;troféu abacaxi.&lt;br /&gt;ah. porque eu ainda renego o sexto sentido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Veja bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho essa teoria de que esses dias de anos mais a gente sempre passa meio deprimido. Entende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(entende? é uma coisa de um velho amigo...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando nostálgica.&lt;br /&gt;Nostálgica sei lá do que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem. Eu também odeio aniversários...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-6332679233761917456?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/6332679233761917456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=6332679233761917456' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6332679233761917456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6332679233761917456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2008/09/shes-not-coming-back.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-1088014361175965411</id><published>2008-09-05T21:34:00.000-07:00</published><updated>2008-09-05T21:58:12.596-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Alguém já saltou de um ônibus em movimento por você? Por mim já...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Não nos ateremos à narrativa desta estória/história. Não nos ateremos ao fato de que, sim, alguém pulou de um ôibus. Sim, o ônibus se movia. Não. Aqui gostaríamos de narrar a série de acontecimentos que nos levam praquele exato momento em que uma menina salta de um ônibus em movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem a forma da dor.&lt;br /&gt;Imaginem que isso invade a sua alma. E que não existe remédio no mundo pra isso que vocês sentem. Todas as cervejas do mundo poderiam ser bebidas. Todos os cigarros do mundo poderiam ser fumados. Todas as drogas do mundo poderiam ser usadas. E a forma ali. Permeando tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso, apenas, poderia fazer com que alguém saltasse de um ônibus. Mas não. Não foi por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam, a dor é superestimada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a menina finalmente resolveu que "ok, tudo bem sofrer, mas isso está ficando ridículo", foi que as possibilidades e o evento do ônibus puderam acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Se hoje eu tenho unhas pintadas de vermelho e escrevo a palavra saudade mais do que o habitual. Se hoje eu tento diminuir o número de cigarros e rio sozinha durante o dia. Se hoje eu agradeço à tecnologia. Bem, tudo isso é culpa sua.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina disse pra si mesma: "garota, você tem que parar de querer ser rock´n´roll. sua alma fica melhor bossa nova". E então ela encontrou toda a bossa de que precisava. E com bossa nova, acreditem, veio a coragem. Por coragem entenda-se ter dito para outra menina, numa madrugada fria e esquisita, que ela - a menina rock´n´roll - ia beijá-la. E a outra menina - que era meio bossa nova meio samba - deixou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse é o primeiro evento que desembocará no ônibus em movimento. E numa menina que salta desse mesmo ônibus em movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Eu não consigo fazer uma canção. Mas se eu tento é porque você gera música em mim. Por todo o meu corpo. Aonde existia apenas a disformidade da dor.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu peço licença. mas este texto eu preciso terminar - ou não - assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;TO BE CONTINUED&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-1088014361175965411?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/1088014361175965411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=1088014361175965411' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/1088014361175965411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/1088014361175965411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2008/09/algum-j-saltou-de-um-nibus-em-movimento.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-3075895206993638118</id><published>2008-08-30T17:12:00.000-07:00</published><updated>2008-08-30T17:18:40.715-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Às vezes eu fico me perguntando se eu sei o que é melhor pra mim.&lt;br /&gt;Às vezes eu fico me perguntando se eu sei o que é melhor pra você.&lt;br /&gt;Às vezes eu fico me perguntando se veneno pra barata me mataria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso eu espero mais uma conjunção astral.&lt;br /&gt;O momento em que a lua vai entrar na sétima casa.&lt;br /&gt;E quando você vai entrar por aquela porta e dizer que eu sou a única e arrancar a minha roupa e me fazer saber só o que você já sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se quando é a palavra ideal.&lt;br /&gt;Quando é usado no futuro. Subjuntivo?&lt;br /&gt;Quando eu chegar. Quando você entrar. Quando nós admitirmos.&lt;br /&gt;Talvez o caso seja mais passado.&lt;br /&gt;Se você entrar...&lt;br /&gt;Ou se presentifique.&lt;br /&gt;Que eu chegue.&lt;br /&gt;Ou mantenhamos no presente do indicativo.&lt;br /&gt;Nós admitimos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-3075895206993638118?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/3075895206993638118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=3075895206993638118' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/3075895206993638118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/3075895206993638118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2008/08/s-vezes-eu-fico-me-perguntando-se-eu.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-8130292486919843477</id><published>2008-08-27T10:27:00.000-07:00</published><updated>2008-08-27T10:50:58.338-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Durante boa parte do tempo eu sou uma pessoa feliz. Se fosse necessário quantificar eu diria que sou uma pessoa feliz durante 97% do tempo. Mas de vez em quando, provavelmente uma vez a cada dois meses, uma tristeza enorme me assola. É como se toda a tristeza do mundo me invadisse. Invadisse a minha casa, a sala da minha casa, o meu quarto. Invadisse as prateleiras, a televisão, os dvd´s, os cd´s, o único vinil do Noel Rosa. Tudo parece lotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se fosse possível essa tristeza me invadir e transbordar pra fora de mim. Ocupar o ar a minha volta. Ocupar todas as moléculas de oxigênio. E ela vai aonde eu vou. Não sabendo de onde ela veio também não sei quem a convidou. Ela simplesmente aparece sem aviso prévio. Sem justificativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de algum tempo -  se necessário quantificar eu diria umas três horas - da mesma maneira que apareceu ela se esvai. Rapidamente. Sem mais nem porquê. E tudo volta ao normal. Até o próximo bimenstre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Eu gosto de pensar que eu penso em você o tempo todo.&lt;br /&gt;Isso não é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como quando o gato derrubou o vaso de flor de cima do armário. Nesse momento tudo desaparece e eu só consigo pensar em mim. Tudo desaparece e eu estou em um fundo branco infinito. Eu, a terra e a flor. E só existem as conseqüências que isso pode provocar. O vaso não é meu. O gato é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu deito e ela não me abraça. Por mais que esteja com frio. Ela não me perdoa por ter jogado fora algo que não me pertencia. Então eu a abraço. Porque eu a amo. O meu braço é um intruso. Ou nem isso. Não faz a menor diferença. Não faz a menor diferença eu estar ali ou não. Eu o retiro. Não faz a menor diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu penso nas outras mulheres. Atrizes. Quem me interpretaria no cinema. No teatro. Na TV. Ou no palquinho da cantina da Faculdade de Artes do Paraná. Todas são a mesma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;A batalha dos búfalos.&lt;br /&gt;I´ll be gald I´ll be blue.&lt;br /&gt;Battle of the bulls.&lt;br /&gt;A batalha dos azuis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Das janelas em que os olhos se encontram. Eu e você.&lt;br /&gt;Outro dia de sol.&lt;br /&gt;Outro dia de chuva.&lt;br /&gt;Outro jogo de futebol.&lt;br /&gt;Outra viagem à praia.&lt;br /&gt;Não quero ir à escola.&lt;br /&gt;Eu e você.&lt;br /&gt;Você na sua posição irreparável.&lt;br /&gt;Outro dia de sol.&lt;br /&gt;Eu me pergunto porquê eu não reclamei quando você perdeu os meus olhos.&lt;br /&gt;Eu e você.&lt;br /&gt;Eu na minha posição irrecuperável.&lt;br /&gt;Outro dia de chuva.&lt;br /&gt;Eu me pergunto porquê eu fiz de novo e você não reclamou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-8130292486919843477?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/8130292486919843477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=8130292486919843477' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/8130292486919843477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/8130292486919843477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2008/08/durante-boa-parte-do-tempo-eu-sou-uma.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-5715600048609918526</id><published>2008-08-21T19:05:00.000-07:00</published><updated>2008-08-21T19:09:23.988-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>porque é fácil.&lt;br /&gt;e você vem. não importa o horário.&lt;br /&gt;você vai. você vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porque você me olha.&lt;br /&gt;porque você me beija.&lt;br /&gt;porque a complexidade do mundo parece irrelevante.&lt;br /&gt;porque eu tento te alcançar com um simples impulso e você parece cada vez mais longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porque você pausa.&lt;br /&gt;pausa longa.&lt;br /&gt;pausa média.&lt;br /&gt;pausa curta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porque você me olha com esses olhos.&lt;br /&gt;não de ressaca. mas.&lt;br /&gt;olhos de luminosidade única.&lt;br /&gt;porque a complexidade do mundo parece ser tudo que importa.&lt;br /&gt;porque todos os meus saltos parecem ser desproporcionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e porque você sorri.&lt;br /&gt;no fim de cada pausa você sorri.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-5715600048609918526?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/5715600048609918526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=5715600048609918526' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/5715600048609918526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/5715600048609918526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2008/08/porque-fcil.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-6456536711459220583</id><published>2008-08-15T21:24:00.000-07:00</published><updated>2008-08-15T21:25:18.043-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Só pra dizer do que não se passa.&lt;br /&gt;Quando as coisa acabam é preciso saber saciar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-6456536711459220583?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/6456536711459220583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=6456536711459220583' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6456536711459220583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6456536711459220583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2008/08/s-pra-dizer-do-que-no-se-passa.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-4192110956371745913</id><published>2008-07-25T21:16:00.000-07:00</published><updated>2008-07-25T21:43:25.835-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O mundo não se esquece de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você abriu aquela caixa e agora veja você.&lt;br /&gt;Você abriu. Abriu-se.&lt;br /&gt;Abriu e não era abril e abriu mesmo assim. E abril.&lt;br /&gt;Pra equinócios de outono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você abriu a cerveja e acendeu o cigarro e então se sentou.&lt;br /&gt;Você se sentou no velho lugar de sempre e deixou os pensamentos voando como em Os Pássaros de Hitchcock. E você assistiu Hitchcock Blonde e quis aquela frase perfeita pra você. Você quis. Você quis muito "matar alguém por amor se fosse possível fugir da lei".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo também não se lembra de você. Mas ainda assim não lhe esquece.&lt;br /&gt;Ouça o que os outros têm a dizer.&lt;br /&gt;Ouça o que eu tenho a dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo pode parecer bom aqui nesse intervalo. Pode parecer realmente bom aqui nesse intervalo. Nesse intervalo de tempo. Nesse pequeno intervalo de horas comigo.&lt;br /&gt;Numa espécie de nave espacial. Pra que tudo se desfaça. Vire líquido. Fluído. Fluido.&lt;br /&gt;O mundo pode ser bom se você deixar ser. Se você disser "ok, pra sempre então..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok. Pra sempre então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra sempre parece tempo demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha única noção de pra sempre é essa. Aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha noção de casa é essa. Aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei imaginando a possibilidade da nossa casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Fique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo parece ser apenas isso aqui. Essa cama. Esse colchão. Nesse caso, o mundo realmente não se esquece de você. Nesse caso o mundo só consegue lembrar de você. É somente questão de ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Todas as vezes. É incrível como na grande maioria das vezes que eu sento aqui existe um bem alcóolico na minha frente. E cigarros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Tinha um diálogo novo em que um personagem dizia pro outro que só conseguia imaginar o pra sempre quando pensava nele - no outro. Ao que o outro respondia que o um era exatamente a sua noção de casa. Mas a parte mais difícil de escrever roteiros é justamente essa. Os diálogos. Vamos manter as coisas na escaleta. Não. Porque essa é justamente a parte mais fácil de escrever roteiros. Os diálogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eu te amo fica em outro sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eu te amo deveria ser mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eu te amo é superestimado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eu te amo é a mesma coisa que sanduíche de queijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eu te amo é honesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;E havia naquele texto uma porção de idéias sobre o que é o I Love You. I Coraçãozinho You. Eu coraçãozinho Você. Eu te amo. Eu carrego aqui ó. Percebe que junto com o meu vai o teu? Perecebe que o e.e. cummings escreveu antes que eu exatamente o que eu queria te dizer? Só que eu precisava que fosse uma coisa dessas, assim, bem originais. E eu tenho um coração. Que não pede nada. Nem grita. Nem bate direito. Eu sou um zumbi. Eu sou Paul, o Zumbi. E tenho esse batimento cardíaco fraco. E estou ficando completmante irritada. Tum tum. Tum tum. Tum tum me irrita. Pára! Tira esse treco daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E havia naquele texto uma porção de bobagens. Mas eram as minhas bobagens. E elas eram todas sobre você. E elas eram todas para você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E havia naquele texto um tipo de honestidade impossível nos dias de hoje. Quando os dias se tornaram insustentáveis. E as noites insuportáveis. Nesse tempo, o tempo de agora, e que agora de desfaz, não há espaço pra honestidade. Porque foram muitas cervejas. Muitos cigarros. Muitas outras bocas. O coração continua aqui. Mas eu não quero. Está tudo bem. O coração continua batendo. Ok, pra sempre então.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O mundo se lembra muito bem do que é passado. O mundo sabe muito bem do presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredite em mim, meu bem, o mundo parece bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Paul, o Zumbi se sentou na cadeira e chorou.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a menina bebeu um gole de cerveja e não chorou.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(pausa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a menina olhou para os dois lados antes de atravessar a rua.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(pausa longa)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;(a menina olhou para o lado direito. e sorriu.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Paul, o Zumbi se recompôs das lágrimas de zumbi. e olhou para sua esquerda.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(pausa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(quatro olhos se encontraram. dois deles meio vivos. dois deles mortos-vivos.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(pausa média)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Paul, o Zumbi sorriu.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja você, sobramos nós. Isso é o seu coração?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-4192110956371745913?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/4192110956371745913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=4192110956371745913' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/4192110956371745913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/4192110956371745913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2008/07/o-mundo-no-se-esquece-de-voc.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-2179401679475577102</id><published>2008-07-20T09:43:00.000-07:00</published><updated>2008-07-20T09:45:50.439-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sobre quando são 13:43.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo o que você quer, contrariando a qualquer expectativa, é uma torta de brigadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But you´ll have a boy tonight. And you´ll have a girl tonight.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta noite. Um tempo talvez longe demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-2179401679475577102?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/2179401679475577102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=2179401679475577102' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/2179401679475577102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/2179401679475577102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2008/07/sobre-quando-so-1343.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-451693849176744618</id><published>2008-07-19T23:49:00.000-07:00</published><updated>2008-07-19T23:58:29.327-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sobre quando são 3:49 da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo o que você precisa é de um cigarro. Porque você já deveria estar dormindo e o episódio de hoje do Saturday Night Live está engraçado. Mas você precisa de um cigarro. E são 3:49 da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então você vai até a sala. Vai até a sala e procura a carteira que está perdida em tanta desordem. Lucky Strike. E você anda fumando  cigarro de filtro vermelho porque acha mais cênico. E acende. E, de repente, já não era bem isso que você queria. Sabe? Sabe a vida assim? E, de repente, já não era bem isso que você queria. E você pensa em misturar uísque com coca-cola naquele copo verde de plástico. Mas desiste. Porque provavelmente, de repente, não vai ser bem isso o que você queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então você se senta em frente ao computador. E você quer genuinamente escrever um texto. Só que as idéias todas já se esvaíram.  Esgotaram.  Como a água da caixa d´água antes de ontem. Com a singela diferença de que a água volta uma hora ou outra. Você sabe. Com as idéias a estória - ou história - já é bem outra. Não há muito o que saber. Aí você discorre, de maneira bastante mundana, sobre as coisas não serem bem o que você quer. Se assim for, nem que por apenas alguns segundos, eu e você estamos na mesma página. No mesmo livro. No mesmo parágrafo. Eu até poderia dizer que estamos na mesma linha dessa estória que nem começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você sabe, se assim for, que toda estória acaba com uma única palavra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-451693849176744618?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/451693849176744618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=451693849176744618' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/451693849176744618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/451693849176744618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2008/07/sobre-quando-so-349-da-manh.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-7655061159763617812</id><published>2008-06-25T05:31:00.001-07:00</published><updated>2008-06-25T05:31:57.197-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Isso não é uma declaração de amor.&lt;br /&gt;Isso não é uma declaração de imposto de renda.&lt;br /&gt;E eu nem sei até que ponto a gente pode chamar isso de declaração. Seja do tipo que for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade. A verdade é que eu te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se não fosse você o barco já teria naufragado.&lt;br /&gt;E se não fosse você as noites já teriam ficado insuportáveis.&lt;br /&gt;E se não fosse você eu já teria me atirado pela janela.&lt;br /&gt;E se não fosse você eu já teria atirado algumas pessoas e alguns objetos pela janela.&lt;br /&gt;E se não fosse você não haveria poesia.&lt;br /&gt;E se não fosse você quem mais no mundo quereria a leveza de uma sandalinha de couro?&lt;br /&gt;E se não fosse você o que é que eu chamaria de eternidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Essa não é uma declaração sobre futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você sabe bem.&lt;br /&gt;E eu sei bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sobre expressionismo alemão, meu chapa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-7655061159763617812?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/7655061159763617812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=7655061159763617812' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/7655061159763617812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/7655061159763617812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2008/06/isso-no-uma-declarao-de-amor.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-3601639069143481699</id><published>2008-06-10T09:51:00.000-07:00</published><updated>2008-06-10T09:53:56.481-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quarta-feira de cinzas. Chega de samba.&lt;br /&gt;Por favor, jazz.&lt;br /&gt;My Blueberry Nights.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jazz do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De imagens desaceleradas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-3601639069143481699?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/3601639069143481699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=3601639069143481699' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/3601639069143481699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/3601639069143481699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2008/06/quarta-feira-de-cinzas.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-8623023067455226999</id><published>2008-06-07T00:57:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T01:36:04.357-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A menina agora se fecha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto qualquer olhar um dezoito avos mais apurado perceberia que a menina se abre. Abre-se como aquelas florzinhas da primavera. Porque eu acho que a menina é uma florzinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Só agora eu percebi que todas as vezes que eu to escrevendo aqui nesse computador tem um copo de pinga à minha frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;A menina andava preocupada com umas coisas da vida. Sabe assim coisas da vida? Preocupada. Ela andava. Mas como num passe de mágica surgem coisas novas. Não para se andar. Não para se preocupar. Coisa novas. Simplesmente para existir. E as coisa existem. E a menina existe. Sem pensar em corações pesados. Porque corações devem ser sempre leves. Leve. E a menina não pensa. Porque existem atenuantes. A menina aprendeu a lição mais incrível que a vida poderia lhe ensinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presente. Você percebe. O presente é um ponto. Que passou. Que passou. Que passou. Que passou. Que passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presente não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque não passa de.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De interrogação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De excalmação. Como em "oh!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a menina tira uma pequena embalagem do bolso. um pequeno papel de chocolate. Laka.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passado está atrás. O futuro só à frente. Nada disso importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presente. Um ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De interrogação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a menina sabe que o chocolate Laka deveria estar intacto. mas não está. só resta o papel na mão.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a menina sorri. porque as coisa não precisam estar intactas.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Ah, mas os textinhos de raiva e crise eram tão melhores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpa. Raiva e crise ambos passaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto não é esse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não mais. Não mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Esse é só o começo do fim da nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém ainda dirá isso pra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não precisa ser hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Eu não encontro razões pra você se enconder tanto. Mas eu não me escondo mais. Eu me tranquei nesse quarto escuro por muito tempo. Eu quis ser Bukovski por muito tempo. E agora eu só quero um beijo. Um beijo que te deixe assim. Nervosa. Tensa. E que me faça beijar mal. Um beijo. Que desagüe tudo isso noutro lugar. Porque te beijar vai ser fácil. Porque te beijar vai ser diferente. Eu sei. Ele é um pouco rebelde. Eu sei. Vai passar. Como o carnaval sempre passa. Sempre demora a chegar. Sempre. E nunca. Assim. Ao som de bossa nova. Ou talvez um samba. Não. Uma canção do Chico. Do Los Hermanos. Do Portishead.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não encontro razões pra você se mostrar tanto. Mas eu não me mostro mais. Eu me larguei no mundo e fiz de tudo com ele há muito tempo. Tudo era um estandarte. Entende. Eu quis ser leve. E não mais. Porque agora eu quero um beijo. Mas não. Não chega. Como os dias 29 de fevereiro. Demoram mais que o resto do ano. De qualquer modo. Sim.  Só precisamos de mais uma música. Deixa eu brincar de ser feliz. Não. Tire o seu sorriso do caminho que eu quero passar com a minha dor. Um beijo. Que desagüe tudo isso noutro lugar. E me esconda do mundo. E pare. Pára. Não é por aí. Mas também não é por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois vem outro refrão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-8623023067455226999?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/8623023067455226999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=8623023067455226999' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/8623023067455226999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/8623023067455226999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2008/06/menina-agora-se-fecha.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-6293746769477011223</id><published>2008-05-28T19:02:00.000-07:00</published><updated>2008-05-28T19:31:12.933-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tinha umas resoluções novas pra minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como aquele amigo que diz que vai parar de fazer todas as coisas prejudiciais à saúde. Também eu digo. Vou parar de fazer todas as coisas prejudiciais à saúde. Pelo menos as coisas prejudiciais à saúde mental do indivíduo. No caso, eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira era assim. Parar de me relacionar com todas as pessoas que tenham a terminação A-R-A no nome. A primeira resolução fracassou. Não durou 24 horas. Então abandonei todas as outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Sabe aquelas canções que tem uma linha de baixo bem marcada? Que parece que não tem mais nenhum instrumento acompanhando a voz da cantora (sim, porque é sempre uma cantora)? Então. Eu estou ouvindo uma canção assim agora. E me lembra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você precisa parar de lembrar de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se eu não soubesse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(silêncio pouco confortável)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sabe o quanto é difícil esquecer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(longo silêncio pouco confortável)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu escrevi um diálogo novo para o filme de zumbis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É. É sobre como nos filmes de zumbi os protagonistas nunca dizem "ei, vamos pegar muitas armas em uma loja de armas, considerando que a humanidade está praticamente dizimada."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade. Nunca ninguém diz isso nos filmes de zumbi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu filme de zumbis é assim. A personagem diz exatamente isso que eu disse pra você. Para logo em seguida se dar conta de que não faz idéia de onde tem uma loja de armas em Curitiba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem uma ali perto do Müller. Uma que vende materiais esportivos e armas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você destruiu o meu diálogo genial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(longuíssimo silêncio pouco confortável)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É porque esquecer é uma coisa forçada. Lembrar. Lembrar é difícil. Eu esqueço tudo. Nunca lembro o lugar onde as coisas devem ficar. Mas você. Você eu só consigo lembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sabe que isso, assim como tudo, é só uma questão de hábito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Sobre a indestrutibilidade. De xícaras. De pipas. De zumbis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não não. Se você queimar um zumbi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto não é esse. Xícaras e pipas são muito mais fáceis de destruir do que zumbis.  Sim. Eu sei. Acontece que eu queria pôr aqui uma metáfora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é muito boa essa sua metáfora. Desculpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Quando eu era criança eu achava que tudo ia acabar bem. Que toda história merece um final feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que você viu muita novela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odeio quando você usa reticências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu sempre sou reticente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Irrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso propôr que na próxima encarnação a gente se apaixone e não destrua tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Mas você pode propôr que você seja um carrapato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;As pessoas podem ter resoluções de ano novo sem ser ano novo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez amar realmente seja não ter que pedir perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É. Perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Eu não entendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Para tudo na vida existe um intervalo.&lt;br /&gt;Aberto ou fechado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra o piano.&lt;br /&gt;Em seguida uma cantora de voz doce.&lt;br /&gt;E assim permanece.&lt;br /&gt;Até o fim do ato.&lt;br /&gt;Até o fim da canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando eu te amei, foi com tudo que eu podia. Pena que não foi o bastante. Eu peço perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você está sangrando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na medida em que as coisas forem ficando masi difíceis eu vou desaparecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(o texto todo deve ser dito por uma única atriz. um atriz que realmente sangra.)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-6293746769477011223?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/6293746769477011223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=6293746769477011223' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6293746769477011223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6293746769477011223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2008/05/tinha-umas-resolues-novas-pra-minha.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-7590277940689271225</id><published>2008-05-11T21:02:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T22:08:10.477-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É engraçado como os verbos ter e haver se tranformaram apenas em verbos auxiliares do partícipio. Nada mais há e nada mais tem. A não ser auxílio. E essa verdade funciona bem melhor em inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a menina olha o celular de quatro em quatro minutos. era necessário que alguém lhe ligasse.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em português os verbos ter e haver ainda produzem um sentido bastante palpável sozinhos. Com na frase "eu tenho medo da sua brutalidade com as palavras."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a menina só precisa de uma presença reconfortante. sem diálogos. até porque ela prefere os diálogos que tem com o vazio.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente descobre-se que não há diálogos. Tão pouco personagens. Apenas uma sucessão de rubricas que significam muito pouco para qualquer um que não esteja familiarizado com a história a ser narrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Os zumbis da minha infância não corriam. Os zumbis da minha infância se arrastavam atrás de suas vítimas. Curiosamente os zumbis sempre alcançavam as pessoas que corriam como loucas. Os zumbis da minha infância sim eram geniais. Arrastando seu corpo zumbi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 1968 os zumbis funcionam como uma metáfora social. Quer dizer, eles funcionam como metáfora social nos filmes que prestam pra alguma coisa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Seria mais fácil - tanto para mim quanto para você que está lendo isso - se eu conseguisse pelo menos uma vez escrever uma coisa com começo meio e fim. E que fizesse sentido sem conhecimento prévio de uma porção de outras coisas da minha vida. E por fácil não necessariamente entenda-se melhor. Só fácil mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um estória com 'es' que começasse. digamos, em "era uma vez". Sem reinos distantes e cavaleiros audazes e donzelas em perigo e dragões cuspidores de fogo e lenhadores de coração bom e, por Deus, sem anões com chapéuzinhos pontudos. Só um "era uma vez", sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Era uma vez um zumbi. Um zumbi que se perguntava sobre a definição de sua personalidade jurídica. O zumbi, que chamaremos de Paul, o Zumbi daqui pra frente, não sabia se seria considerado morto ou vivo. Se poderia votar ou casar ou qualquer coisa do gênero. Porque Paul, o Zumbi era um ser único. Não existia ninguém no mundo igual a ele. O que o levou a pensar se algum dia alguém quereria se casar com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paul, o Zumbi aos poucos foi ficando obcecado com a idéia de amor.  Porque parecia injusto que todos  experenciassem uma coisa que parecia tão boa e tão ruim ao mesmo tempo e ele não. mas como Paul, o Zumbi era um zumbi, para ele era impossível sentir qualquer coisa. Física ou psicológica. Afinal zumbis tem todas as terminações nervosas mortas. E a produção de substâncias - como dopamina - não existe mais. Logo, se tornara imposível para o zumbi sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, numa dessas viradas na estória, Paul, o Zumbi começou a sentir certas urgências. E foi ao médico. Porque alguém lhe havia dito: "Paul, o Zumbi, isso não é normal. Vai ver um médico."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No consultório o médico não sabia muito bem o que fazer. Porque é impossível analisar alguém, medicamente falando, que não possui sinais vitais. Mas aí, de repente o médico ouviu, muito fraca e com um volume muito baixo, uma pequena pulsação. Finalmente algo a ser analisado. Paul tinha batimentos cardíacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Aonde tudo é ruim não existe nada de bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a menina apaga o cigarro. respira. sente algum alívio por não ser um zumbi. e sabe que precisa continuar a história. mas não agora. só no próximo capítulo. precisa terminar. e vai. então ela pede paciência. pede sem saber para quem. mas pede.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, eu peço paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(sim, mais ou menos assim. ela pede. e sente muito fraco o batimento cardíaco.)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-7590277940689271225?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/7590277940689271225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=7590277940689271225' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/7590277940689271225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/7590277940689271225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2008/05/engraado-como-os-verbos-ter-e-haver-se.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-4997331643526439047</id><published>2008-04-27T21:39:00.000-07:00</published><updated>2008-04-27T22:06:07.607-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu queria muito contar uma estória bonita. Dessas, assim, com final feliz e tudo o mais.&lt;br /&gt;Mas acontece que eu não posso.&lt;br /&gt;Acontece que na minha frente restaram apenas uma meia-dúzia de batatas Pringles e um guaraná kuat, já meio sem gás, que eu misturei com vodka DobleW.&lt;br /&gt;Bom, a vodka é produzida lá na minha cidade. O Pringles não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez eu amei alguém. E teve outra vez também. Mas é engraçado. As pessoas que eu amei nunca souberam ser amadas por mim. E você veja que com isso eu não estou dizendo se o problema é delas ou meu. Porque eu ainda não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honestamente. Eu vim aqui pra beber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a menina leva o copo até a boca. e tem um flashback de suas mãos levando um copo de cerveja até outra boca.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Essa é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pega dois ovos. E separa as gemas das claras. As claras você bate bem. Bate forte. Até virarem claras em neve. Às gemas você acrescenta açúcar. E bate. Bate bem. Bate forte. Até virar um creme amarelo claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O curioso da vida é que todo mundo vai morrer um dia. Algumas pessoas vão ter xícaras quebrads. Xícaras da década de 70. E não vão ter ninguém pra culpar que não si próprias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem mandou tirar a xícara de casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só porque eu confiava nela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na xícara?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Na menina para quem eu levei a xícara um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você deveria saber que naquela situação não se confiaria nem uma xícara de plástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu confiei. Por isso a culpa é unicamente minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela casa nem o plástico resiste. Que dirá o vidro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É. Eu esqueci. Eu esqueci das fragilidades. As coisas se rompem com facilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especialmente xícaras com valor sentimental muito maior que o artesanal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;(o copo de cerveja preenche outra boca. e o preenchimento se tranforma em beijo. os flashbacks sempre são reconfortantes.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o fato é que eu realmente precisava conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o fato é que eu vim aqui somente pra beber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você quer dizer que se eu cortasse os pulsos aqui na sua frente. Isso não faria diferença alguma? Porque você veio aqui só pra beber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vai cortar os pulsos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Mas é como se eu fizesse isso. Como se eu fizesse isso toda vez que eu tenho que implorar a sua ajuda. Toda vez que eu tenho que pedir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vai cortar os pulsos literalmente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Não vou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então. Continuamos na mesma. Eu vim aqui só pra beber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu devesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não deve nada. Pra ninguém. Muito menos pra mim. Assim, eu também não devo nada pra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu devo. Devo quarenta reais e cinqüenta centavos. Exatamente pra você. Pelo sanduíche de picanha. E pela cerveja. E pelos desatinos. E pelo meu coração partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu odeio dramaticidade. Paga a próxima rodada e tá tudo certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu odeio você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. E justamente por isso é que é muito mais difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a menina olhou nos olhos da outra menina. e de repente percebeu que falava consigo própria. como vinha fazendo há mais de quatro anos. e permaneceu. no diálogo sem resposta. porque ainda não havia encontrado nela própria a pergunta.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Exato.&lt;br /&gt;Agora pegue a gemada e adicione ao quentão que já havia sido preparado previamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As claras em neve junte a farinha batida com outros quatro ovos e as 200 gramas de queijo gruyere. Mexa gentilmente. Leve ao forno por cerca de 40 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto o suflê quanto o quentão devem ser consumidos no dia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-4997331643526439047?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/4997331643526439047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=4997331643526439047' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/4997331643526439047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/4997331643526439047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2008/04/eu-queria-muito-contar-uma-estria.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-6109839544217693581</id><published>2008-04-13T19:05:00.000-07:00</published><updated>2008-04-13T19:15:00.279-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"A tempestade passou."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que já é possível. Bem, parece que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(arranca do peito o coração. fica um buraco. o coração ensangüentado nas mãos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa eu ver. Deixa eu ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(examina o coração. parece intacto. apesar de ter sido arrancado.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso mesmo. Está intacto. Está pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pronto pra quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ser comido no jantar. Acompanhado de batata souté.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não era isso que eu esperava ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah minha querida, mas aí eu já não posso te ajudar. O coração está pronto para ser devorado por executivos engravatados. Você vai ganhar um bom dinheiro por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(pausa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu achava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta achar nada. Veja, o coração não é mais seu. E admita. Faz tanta falta assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(pausa longa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu realmente achava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faz falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu achava que estava me apaixonando de novo. E que a frase de abertura "a tempestade passou" era justamente sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. A tempestade passou mesmo. Olhe pela janela. Como é bonito o sol entrando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a menina olha pela janela. o coração ainda nas mãos. no peito, o buraco.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto à isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(apontando para o buraco)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso cicatriza. E daqui pra frente a existência fica mais tranqüila. Sem desatinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desatinos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, desatinos. Desatinos do coração. Agora me passe aqui o seu coração. Precisamos colocá-lo cuidadosamente na bandeja. Dê aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso pode ser feito do jeito fácil ou do jeito difícil...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a menina enfia o coração no buraco do peito)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não devia ter feito isso. Agora vai morrer pobre e infeliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(música de redenção ao fundo. a menina faz um discurso lindo sobre o poder de amar e todas essas coisa bregas e piegas que ficam bonitas quando tem uma música redentora ao fundo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(pausa longa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, foi muito bom te ver, mas agora eu tenho que ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esquece o guarda-chuva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-6109839544217693581?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/6109839544217693581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=6109839544217693581' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6109839544217693581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6109839544217693581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2008/04/tempestade-passou.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-6678220600552491229</id><published>2007-12-30T15:08:00.000-08:00</published><updated>2007-12-30T15:24:38.974-08:00</updated><title type='text'>Teoria Sobre o Esforço Repetitivo</title><content type='html'>Saldo:&lt;br /&gt;8 latas de cerveja&lt;br /&gt;25 cigarros&lt;br /&gt;27 horas sem dormir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado:&lt;br /&gt;ainda desconhecido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 28 deveria ser importante. Passou de raspão de novo. Arrancou a tinta da lateral. Barely touched. Mas. Tocou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A simbologia com o número 28 faz sentido. Agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;From the top. Never stop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você fala como a Marlene Dietrich. E eu sei que você sempre quis ser uma diva. Com seus chapéus casacos  sapatos. Você dança desesperadamente. Tentando expurgar. Você sabe. E eu também sei. Há um hiato. Não. Poderia ser ditongo? Poderia ser ditongo. Mas. O português não permite. Você fala em casamento. Divas casam várias vezes. Eu digo que espero. Mas. A verdade. Não. Há um hiato. Um espaço entre o esôfago e. Eu estava lá. Eu sempre estive lá. Mas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina de sempre. A menina de nunca. Tenta em vão. Encontrar as palavras certas. Sim. Em vão porque. Deep down. Ela sabe. E a outra menina sabe também. Não há mais o que ser dito. Palavras não são certas. Certo é o hiato. Espaço. Love and rockets. A Terra dos Elogios. Onde a grama é mais verde. E as pessoas cantam. A menina canta junto. The hills are alive with the sound of music. Foi uma tentativa. Frustrada. Em vão. Mas os pulsos permanecerão intactos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Órgãos. Produzem sons e outras coisas. Bile. Passa pelo esôfago. Queima. Existe um pequeno espaço. Muito pequeno. Poderia não existir. Cirurgia para hiatos. Ditongo aberto no final. Como em chapéu. Não em sapatos nem em casacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que é que você me pediu em casamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina perguntou com olhar perdido. Com um misto de medo e necessidade de ouvir a resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante, ela se manteve em silêncio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-6678220600552491229?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/6678220600552491229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=6678220600552491229' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6678220600552491229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6678220600552491229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2007/12/teoria-sobre-o-esforo-repetitivo.html' title='Teoria Sobre o Esforço Repetitivo'/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-4168683494808697429</id><published>2007-12-28T19:06:00.000-08:00</published><updated>2007-12-28T19:21:18.886-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A menina se encontra. Encontra-se. Sozinha. Mas não sabe. Não. Não sabe. Nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cartaz. Em que se lê. Todo mundo quer ser encontrado. Encontra-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma estória simples. Uma menina que se encontra sozinha. Não. Ela quer ser encontrada. Sim. Está sozinha. Sim. Quer se encontrar. Quer ser encontrada. Então. Encontra-se. As estórias simples começam pelo começo. Como em "ah eu sou um cachorro veloz". Pelo começo. Mas esta estória parece simples. E todos sabem. Todos sabem desde sempre que parecer não necessariamente é. Parece que sim. A menina está sozinha e quer ser encontrada. Com os pulsos intactos. Quer ser encontrada e a frase termina aí. Ser. Encontrada. Isso tudo. Está. Isso tudo está nos olhos. Não nos de quem vê. Nos olhos. A menina. Encontra-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma resolução de ano novo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma resolução de ano novo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Todos precisam de uma resolução de ano novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok. Deixe-me ver. Deixe-me ver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resolução é assim: cinco mega pixel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você entende sobre arranque? Um motor. Um motor de arranque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina está sozinha. Com tempo para cerveja e cigarro. E para se encontrar. Não. Isso já foi. Ela se encontrou e agora o que ela quer. Não se sabe. Uma pessoa. Ainda desfocada. A menina quer casar. Sempre quis. Não sabe mais se isso é uma coisa que quer realmente. Ou se é. Incutido. Sociedade. Entende? A menina quer ser encontrada por alguém que a entenda. Entendimento é diferente de percepção. E difere também de parecer. Para entender é preciso compartilhar. A menina quer alguém que a queira como ela é. A menina quer casar. Uma casa. Com dois ou três gatos. Dois ou três cachorros. Dois ou três filhos. Dois ou três filmes bons por semana. Dois ou três pequenos problemas por mês. Dois ou três séculos de promessa. A menina quer ser encontrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe qual é o seu problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É hipotética?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os planos. Alguém tem que ceder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto desse filme. Toca La Vie en Rose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. A vida não é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina acende um cigarro. Pensa. Solta a fumaça. E permanece. Permanecer é diferente de parecer e de percepção e de ser. Permanecer é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-4168683494808697429?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/4168683494808697429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=4168683494808697429' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/4168683494808697429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/4168683494808697429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2007/12/menina-se-encontra.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-2834514246941437797</id><published>2007-12-12T04:53:00.000-08:00</published><updated>2007-12-12T05:07:06.468-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O coração a teus pés. E você não o quis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina não enxerga mais. Com os olhos.&lt;br /&gt;A menina chorou por algum tempo. E vai continuar chorando. Por que? Bem, porque a vida é assim. Então ela tem os olhinhos inchados. E por isso. Justamente por isso não enxerga mais.&lt;br /&gt;Durante um bocado de tempo a menina achou que seria o contrário. Que a sensação seria de alívio. Mas não. A sensação é bastante física. Como se alguém pegasse todos os órgãos - os maiores e os menores - da menina e torcesse. Com gosto. E deixasse todos eles ali, numa poça de gosma e sangue, no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não pode pôr teu coração a meus pés. Mas eu posso colocar todo o resto de você. Tudo que você acredita ser. Isso eu posso. Tudo a meus pés. No chão. Porque não importa mais. E eu talvez nunca tenha me importado. Você. No chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina sente sangrar. E pensa que se um dia - não agora - resolvesse se matar, primeiro teria que raspar todo o cabelo da cabeça. É uma homenagem. E se mataria cortando os pulsos. Porque é mais bonito. Ouvindo Sigur Ròs. Mas agora é nítido. Sente sangrar. Como nunca antes. Sente a contração. De todos eles dentro de si. Cada célula dói. Sofre. E sempre exite um responsável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega. Acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina sabe que passa. Mas por agora não parece.&lt;br /&gt;E volta a chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso pôr meu coração a teus pés?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-2834514246941437797?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/2834514246941437797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=2834514246941437797' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/2834514246941437797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/2834514246941437797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2007/12/o-corao-aos-teus-ps.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-80205611117610805</id><published>2007-12-09T20:19:00.000-08:00</published><updated>2007-12-09T20:28:52.593-08:00</updated><title type='text'>She was the one love of my life and I let her go</title><content type='html'>O filme começa assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um close em uma mão. A mão segura um cigarro. A câmera abre. Vemos que o que aparece é uma mão em um espelho retrovisor. Um pouco mais. E vemos o rosto do protagonista. Uns olhos azuis. Que transparecem toda a frustração. O protagonista sofre. Porque sabe muito bem. Sabe muito bem que não é amado. Que aquela pessoa a seu lado sofre de algum outro mal. Mas não isso que ele queria. O azul. Os olhos. Depressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina tecla teclas. Palavras que não servem pra porra nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O protagonista. Desce do carro. Chega no lugar de sempre. E, sem que ninguém perceba, uma lágrima rola por sua face. Depressão. Ele não quer. Mas está. Queria uma arma talvez. Para o suicídio. Porque não consegue terminar. Aquilo que já acabou. Mas não. Inventa desculpas. Mas não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina inventa um personagem imaginário. Para tudo isso acabar bastaria uma palavra. Mas a palavra não vem. As palavras nunca vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O protagonista pensa em se matar 20 vezes por dia. E uma única palavra faria com que ele não pulasse. Mas a palavra não vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina está cansada. De inventar outras vidas que não a sua. Mais interessantes.&lt;br /&gt;Então desliga o computador. E chora. Esperando que alguém a salve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-80205611117610805?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/80205611117610805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=80205611117610805' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/80205611117610805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/80205611117610805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2007/12/she-was-one-love-of-my-life-and-i-let.html' title='She was the one love of my life and I let her go'/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-9058576696873671364</id><published>2007-11-29T19:28:00.000-08:00</published><updated>2007-11-29T20:16:07.491-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem eu senti saudade da minha mãe.&lt;br /&gt;E não é que eu não sinta saudade dela em outros dias. Eu sinto. Mas ontem foi diferente. Eu senti uma saudade ainda mais abstrata, carregada de nostalgia. Nostalgia não sei bem do que.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje existe uma ponte de safena. O meu coração transbordou. E eu me sinto transbordar para fora de mim. Eu não entendo bem essa raiva que me consome. Mas consome. Podia bem era consumir umas calorias. Mas não. Consome o que existe de bom. Não consome gorduras nem açúcar. Consome o que há de humano. Mas talvez o que existe de humano em mim seja justamente esta raiva que eu não compreendo direito. Daqui a poucos minutos eu vou causar uma crise ainda inimaginável. E depois eu vou e arrepender. Porque eu já terei gritado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem. Se eu posso prever algumas coisas. Amanhã eu estarei sem estar. Porque. Existem porquês. Erros de português e de datilografia. Eu queria dormir uma amanhã inteiro. Eu queria parar o mundo. Com o leve toque das palmas. Parar. E um orelhão. Dois ou três. Passos. Passo em frente a um ponto de táxi e uma lojinha de cacarecos. Odeio tudo isso. Odeio o centro da cidade. Odeio ter pressa. Mas a pressa é inerente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você está a poucos metros de distância de mim. Mas existe um abismo. E a única ponte é de safena. Cardiomioplastia para o mundo. Para transbordamentos. Para inundações. Pára. O computador sublinha boa parte das palavras que eu escrevo. E eu acabo acreditando na máquina e duvidando de mim. Não. Está certo. A estória que eu gostaria de contar termina em "foram felizes para sempre". Mas não é assim que acaba. Vejo um fim nebuloso e uma ponte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A brevidade do tempo.&lt;br /&gt;O dito pelo não dito. O vir atrás. Não. Ela não vem. Ela nunca vai. E eu fico a te esperar. Rarararararararararararararraaaaa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma canção. Triste. Um menino que liga e não consegue falar. Manda mensagem. Uma menina que espera que a outra corra atrás. Venha falar. Dizer coisas. Qualquer coisa. Mas venha. Ela não vem. O brinquedinho é mais importante. Um menino que liga. Uma menina que sofre porque não conseguiu atender.  Não conseguiu encontrar. E queria um café. Assim. Agora. De madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina está presa.&lt;br /&gt;E tem apenas um último cigarro. Nenhum café. E uma pequena garrafa com água.&lt;br /&gt;Ela adia. Mas sabe que a hora chega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Pausa para o cigarro.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre mim.&lt;br /&gt;Eu sou esta. Que fuma demais. Bebe demais. Tem acessos de raiva. E prefere dançar sozinha. Quando ninguém pode olhar. Na tentativa de ser um gênio. Fama, dinheiro, carrões. Eu prefiro a coca-cola.  Gosto pra caralho de elogio. Eles andam rareando por aqui. Eu prefiro dançar sozinha. Mas danço a dois se for juntinho. Na tentativa frustrada de uma vida interessante. Eu reinvento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fim da pausa. Os cigarros acabaram. A paciência também.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina que gosta de palavras. E quando fala. Fala mais que o homem da cobra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amigo que ainda vai escrever sobre a mãe do guarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe do guarda. Ela própria. Uma salva de palmas por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São só palavras. Eu exijo ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São quase duas horas da manhã. 01:57 pra ser mais exata. Às duas e quinze eu enfio o pé na jaca. Se a coisa não desandar antes. Estou ficando sem palavras e quando as palavras acabam precisa-se de ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De poucos em poucos minutos o blog salva o que eu escrevo. Dá tempo de se arrepender. Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o transbordamento é completo. Faltam poucas. Um fantasma. E uma fanta laranja. Eu sempre preferi fanta uva. A minha irmã amava fanta maçã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso falar da minha irmã. Mas não hoje. Agora. Amanhã talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas horas da manhã. Sem cigarros. Presa num quarto. Com memórias. Lembra do jogo da memória? Eu tinha um com bichos. A vaca usava batom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simpática o caralho. Tu é vagabunda mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho quinze minutos pra preencher. Não vou agüentar. Quero minha casa. Agora. Esperando. Você dá uma chance para que as coisas aconteçam de outro jeito. Você dá uma chance com tempo limitado. É pegar ou largar. Todos os caminhos estão abertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma molécula diz sim a outra e o que se tem é vida. Não. Antes eu escrevia textos desconexos e um filme por dia na minha cabeça. Agora, estas palavras, são tudo que me restou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra quando as coisas eram fáceis e não era necessário escrever um bando de palavras pra não se jogar da janela ou jogar alguém pela janela ou jogar várias coisas pela janela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas horas e oito minutos. O tempo está se esgotando. Aquela musiquinha insuportável do Jeopardy toca na minha cabeça. Tan tan tan tan tan tan tan tan tan tantan. Dentro de sete minutos o nosso sinal será interrompido para manutenção da aparelhagem. A menina terá tomado pelo menos uma, ou mesmo cinco, das ações a seguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) jogar-se pela janela.&lt;br /&gt;2) gritar como uma louca desvairada.&lt;br /&gt;3) jogar terceiros pela janela.&lt;br /&gt;4) chorar como uma criança.&lt;br /&gt;5) quebrar coisas preciosas de outras pessoa (jogando-as pela janela ou não).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os transmissores. Atenção. Estado de alerta. Estado de alerta. Os cigarros acabaram. Não havia cerveja. Não havia café. A menina estava presa dentro de um quarto. E quem deveria mais se preocupar não estava nem aí. Estado de alerta. O tempo está se esgotando. A menina vai explodir. Em menos de 300 segundos. Faltam apenas 240 segundos para efetuação do seu pedido. Por favor, aguarde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erro. Protocolo 30089 deve ser ativado. Holocausto à vista. Em 80 segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;79, 78, 77, 76, 75, 74, 73, 72, 71, 70, 69, 68, 67, 66, 65, 64, 63, 62, 61...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria dizer que eu sinto muito.&lt;br /&gt;Não. Isso também é mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas e quinze.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-9058576696873671364?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/9058576696873671364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=9058576696873671364' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/9058576696873671364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/9058576696873671364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2007/11/ontem.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-2936131318145163438</id><published>2007-11-29T14:05:00.000-08:00</published><updated>2007-11-29T14:24:04.698-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Existem frações de segundo em que não se sabe muito bem o que fazer com as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta fração, talvez um dezesseis avos, a mão vai até o bolso. Até o bolso e encontra um papel. Um ingresso de cinema. A mão encontra um ingresso de cinema de um filme ruim. Um filme ruim carregado de lembranças boas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jacques se sentiu obscuro novamente. Ele sabia que para viver no mundo um homem deve seguir seus costumes. E  corações não eram mais usados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que uniforme devo eu usar para esconder meu coração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca entendi muito bem a matemática. Logaritmos, combinações, equações, frações. Mas também eu nunca entendi sobre partidas. De tabuleiro e de pessoas. E eu não entendo você. Por isso, dos males o menor. A matemática. Ainda assim é melhor. Porque é o que é. O que é exato. Como dois mais dois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Com uma roupa camuflada do exército o ator entra em cena.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A menina pisa. E aquilo que pisa é o mundo. O mundo à  seus pés.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa fração de segundos as mãos acendem um cigarro.  A fala é algo superestimado.  Tudo no seu corpo diz mais do que aquilo que você não me diz. O seu corpo diz que hoje é dia de domingo. E você sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Põe a roupa nova. Aquela que você guardava para uma ocasião especial. Hoje é dia de domingo. Vai à missa. Depois um sorvete.  E espera o dia acabar. Espera a sensação passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ao fundo uma canção avassaladoramente pop. Strokes, por que não?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A peça começa assim:&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-2936131318145163438?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/2936131318145163438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=2936131318145163438' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/2936131318145163438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/2936131318145163438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2007/11/existem-fraes-de-segundo-em-que-no-se.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-8033119365341740152</id><published>2007-11-24T15:35:00.000-08:00</published><updated>2007-11-24T16:18:50.509-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Com uma coca-cola em uma mão. De lata. Se bem que de garrafinha seria mais bonito. Mas não. Era lata de coca-cola mesmo. Sem canudo. Com uma lata de coca-cola em uma mão e um cigarro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que cigarro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, importa um pouco. Eu quero dizer, depende se é longo ou normal, se o filtro é vermelho ou não... essas coisas, sabe? Coisas cênicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma lata de coca-cola sem canudo em uma mão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na qual mão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! E isso importa? Sério, isso realmente importa? Será que não é bem mais interessante descrever o estado psicológico da personagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei. Eu confesso que gostaria de saber em qual mão se encontra cada coisa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu odeio as suas malditas reticências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpe. Ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu posso continuar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma lata de coca-cola na mão esquerda e um cigarro qualquer, mas de filtro vermelho na outra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não devia ser auto-biográfico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é. Por que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque se é auto-biográfico o cigarro deveria ter filtro branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava num dia ruim. Pronto? Além do mais, o filtro vermelho é mais "cênico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não gosto muito de você quando você é irônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não estou sendo irônica. Estou sendo sarcástica. Deixa eu evoluir a porra do texto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai lá. Mas você não está sendo honesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aaaaahhhh!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma lata de coca-cola sem canudo na mão esquerda e um marlboro vermelho na mão direita a menina caminhava pela rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Pausa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Era só isso mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que chinfrim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreve você o texto então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você me permite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina andava. A menina andava pela rua. A menina andava pela rua sem saber. Sem saber aonde ir. E sem saber ao certo. Se parar. Sem saber ao certo se parar no orelhão era mesmo a idéia mais acertada. Sem saber. Parou. E colocou o cartão e discou os números. Antes do primeiro toque. Bastante tempo antes do primeiro toque. Desistiu. Pegou com a mão esquerda a coca-cola deixada de lado. E desajeitadamente. Do bolso. Do bolso de maneira desajeitada tirou a carteira de cigarro. E jogou na primeira lixeira que avistou. Pacto de sangue. Pensou em jogar fora também a coca-cola. Mas não. Aquela seria a última coca-cola. Queria se despedir daquele gosto. Já havia deixado muita coisa para trás sem se despedir. Não seria assim. Não senhor. Não com a coca-cola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina andava. Já sem nada nas mãos. Só a chave. Mas era no bolso. Não nas mãos. E lembrou de uma música. Até porque ventava. E era novembro mesmo. Mas Sol não havia. Ao contrário. Parecia que o que se aproximava era chuva. Sem medo. Sem medo algum. Sem medo algum continuou. Porque de chuva. Ah sim. De chuva ela entendia. E gostava. E achava cinematográfico. Caminhar na chuva. Na rua. Sem fazendas. Pensou em outra música. Os primeiros. Os primeiros nesse caso não serão os últimos. Os primeiros pingos. E ela olhou para cima. Porque achava genial olhar para cima para ver os pingos de chuva caindo, lá do alto, em seus olhos. Mas os pingos pararam de pingar. Bolas. Nem assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E passou perto de todos os lugares familiares. Como quem se despede. Porque se despediria. Sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é tão injusto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é injusto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas já gostam muito mais de você do que de mim. E é sempre assim na minha vida. As pessoas sempre gostam mais de outras pessoas do que de mim. Mas pelo menos eu tinha essa coisa, sabe? O "ser genial", o "ser inteligente e criativo", o "bem escrever". E agora. Não mais. Você me roubou isso também. Agora as pessoas gostam mais de você. E gostam mais das suas coisas. E pra mim, bem, nada sobrou. Entende isso que eu estou dizendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo. E acho uma xaropada. Sem crise de genialidade. Não vou ser eu a ficar dizendo que você é genial. Não não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei. Eu sempre soube. Que isso assim. Ia. Ia sim. Inevitavelmente. Acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nada está acontecendo. É só sobre uma menina que se despede. Porque deixou de se despedir anteriormente. E se arrependeu. Porque várias vezes ela não sabia que aquela seria a última vez. Sabe? A última vez em que se sentiria aquele determinado cheiro. Ou o último abraço apertado. O último beijo. A última palavra. A última lua cheia. A última moça triste na janela. Um final. É preciso dizer adeus. Ainda que soe exageradamente dramático. Diga adeus ao seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meu? Mas ele está no lugar. Veja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se fosse possível abrir o peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sério. Veja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A menina em crise abre o próprio peito com uma naturalidade sem igual. Como se a carne. Os nervos. Os órgãos. Como se a carne e os nervos e os órgãos fossem feitos de marzipã. E pulsa. No exato lugar. Pulsa uma lâmpada elétrica. Sem referenciais a nenhum autor alemão. É uma lâmpada elétrica de fato. E ela pulsa. Biologicamente inexplicável. Realidade. Uma lâmpada.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lâmpadas significam idéia. Isso significa. O seu coração está preso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem interruptor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo das idéias. É preciso desligar. Antes que queime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A menina - a outra - toca a lâmpada. Rapidamente retira seus dedos daquela superfície e leva-os a boca. Queimados. Lâmpadas de idéia esquentam.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hum... não sei mais. O seu coração é quente. Deixa estar. Fecha o peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E diz adeus. Ou apenas um tchau de longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Como se fosse fácil. Ali está. O peito. Reestruturado. Mas igual a antes.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina caminha. E nas mãos apenas uma queimadura. Pequena. Diminuta. De nada. Olha para trás. Cerca de uns dez passos depois. E acena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As despedidas não sabem que assim o são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina - a outra - acena de volta. Porque acenos precisam ser retribuídos. Mesmo que da última vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma lâmpada. Uma menina. E a calma. De saber que nunca se está só. Nem que esta seja a última lua cheia. Ainda existe luz elétrica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-8033119365341740152?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/8033119365341740152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=8033119365341740152' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/8033119365341740152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/8033119365341740152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2007/11/com-uma-coca-cola-em-uma-mo.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-4097266816675667364</id><published>2007-09-08T23:24:00.000-07:00</published><updated>2007-09-09T19:06:16.777-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O barquinho de sushi já era. Longa vida ao estar pobre numa porra de cidade falida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu deixo poemas no seu gravador. Escuta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já cansei das coisas não darem certo. De não fazer as coisas direito. De não escrever as coisas direito. E já cansei dessa vida insana de bar em bar. E de vomitar a bile. O barco afundou. This ship has sailed.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei de nomes fictícios pra filhos fictícios. De possíveis doadores de esperma. De possíveis vidas menos deprimentes. Cansei de viver em um documentário ficcional. A vida não é a porra de um filme. Eu sei. Mas como assim o mundo não gira ao meu redor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu devo iniciar um daqueles programas do AA. Um dos passos é pedir desculpa. Pois bem. Se você que está lendo isso - essas palavras sem porra de cuidado estético nenhum - já foi ofendido por mim... bem, me desculpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim da postagem. Fim do mau-humor. Fim de escrevr sem pensar.&lt;br /&gt;Amanhã tudo volta ao normal. E eu volto a escrever mais bonitinho.&lt;br /&gt;Fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-4097266816675667364?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/4097266816675667364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=4097266816675667364' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/4097266816675667364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/4097266816675667364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2007/09/o-barquinho-de-sushi-j-era.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-8798714383539764525</id><published>2007-08-21T13:21:00.000-07:00</published><updated>2007-08-21T13:22:34.302-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu estou pronta para ter o meu coração partido, porque eu não posso ver além do meu próprio nariz nesse momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música no som parece ter vindo de algum álbum do Roberto Carlos. Erro número um. Não. Não vem. É uma outra coisa. E a menina canta em inglês. Estados Unidos ou Inglaterra? Erro número dois. É um outro país. Escócia. Lá onde tem as famigeradas gaitas de fole? Lá onde tem as famigeradas gaitas de fole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tive que sussurrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com cervejas. Hoje é o dia da espera. Por que? Por que ela não liga?&lt;br /&gt;Com cigarros. Hoje é o dia do calabouço. Por que? Por que eu não consigo sair?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós temos milhares de amigos e roupas bonitas e uma carinha de anjo. Então? Então volta. Vamos deixar esse país. Vamos para um lugar quente. Será que você não vê as lágrimas nos meus olhos? Vamos deixar esse país. É o único jeito. Não. Esse é o seu jeito. Será que você não consegue ver as lágrimas nos meus olhos? Elas estão gritando que o amor acabou. Vamos deixar esse país. Não, eu vou ficar. Mas você não vai. Você vai deixar o país. Não. Não vou. Sem você não. Amor, você sempre vai estar por aqui. Então me diga uma coisa que você não entende. Você não vai ficar. Você não vê as lágrimas? Os sonhos. Os sonhos vão te levar para bem longe. Não. Você nunca fica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que o amor acontece mais fácil no verão? Em dezembro. O que? Eu e você. Em dezembro. Não foi em janeiro? Em janeiro a gente admitiu. Mas foi em dezembro. Talvez tenha sido um longo processo. Talvez tenha começado na primavera. Não. Eu tenho certeza que foi em dezembro. Você acha que já ta na hora de te esquecer? Afinal, já é quase primavera. Mas está tão frio ainda. Eu sei. Mas já é quase primavera. Quase hora de se apaixonar de novo. O inverno ainda não acabou. E se você quiser se apaixonar em dezembro tudo bem. Ainda temos tempo. Você não acha que já é hora de me esquecer? Não. Tem três meses ainda pra isso. Já é hora. Seis e quarenta e oito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último competidor acaba de atravessar a linha de chegada. Ele cai. Muitos médicos em volta do corpo caído. Ele não parou. Ele terminou a prova num tempo recorde. Nunca ninguém levou tanto tempo quanto ele. Eu abrirei meu cérebro. Você vai me deixar um dia. (Som de teclado e gaita). A ajuda começa a se acumular em torno dele. Informações novas. Parece que ele já não respira. Sim. Ele já não respira. Acaba de chegar a ambulância. O que é que eu vou fazer? Eu vou rezar. E você. Você vai me abandonar. A ambulância. Os médicos. Todos em volta do corpo caído na pista. Ele completou a prova. Ele completou a prova num último esforço. Eu sabia que você me deixaria um dia. Mas completou a prova. Completou a prova num país estrangeiro. Ele saiu do seu país para isso. E aqui está. Ambulância. Médicos. Tudo resultou inútil. Mas ele completou a prova. Eu sabia. Sabia que você me deixaria um dia. Você não vê? Não vê as lágrimas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(pausa para o cigarro.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(com o cigarro na boca. Porque agora é agora.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca durmo. Eu nunca quero dormir. Meu medo é abrir os olhos. Acordar. E você não estar mais ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baixo e bateria são sempre melhores do que todo o resto. E aí. E aí volta o teclado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz pra onde você quer ir. Nós iremos. Você tem que ir. Então nós iremos. Não há mais tempo. Se é verdade, então por que nós estamos aqui? Verdade. Palavrinha difícil. E não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece uma música dos anos 80. Erro número três. É bem de agora. Eu lá tenho culpa de que a música muda completamente depois de meio minuto? Então não julgue antes de meio minuto. Lloyd Cole? Eu não acabei de dizer que a coisa é de agora? Bem de agora? Desculpa. Ignorante! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que você fez isso? Pra deixar tudo ruim de novo. Porque eu não agüento mais. Porque eu bebi algumas cervejas. Eu te odeio quando você bebe algumas cervejas. Você me odiaria mais se eu não bebesse algumas cervejas. Eu tenho que te deixar partir. Sim. Por favor. Me diga alguma coisa que me deixe partir. Eu conheci alguém. Você. Eu nunca imaginei que. Eu sei. Mas de certo modo eu estou feliz. Porque agora. Agora, bem, agora eu posso partir. Eu acho. Eu estou te dizendo isso porque quero deixar você partir. Eu nunca me senti assim antes. É como se o céu se abrisse e finalmente o mundo fosse um lugar bom. Existe um limite entre honestidade e sadismo. Desculpe. Eu não sei mais o que dizer. Então cale a boca. Você se apaixonou. Ok. Mas cale essa boca por favor. Quando foi? Quando foi que você me superou? Olha, eu não tenho culpa se você não conseguiu esquecer. Mas a escolha foi sua. Eu fiquei aqui. Fiquei para trás. E tive que me acostumar a ver a sua felicidade engarrafada pelas notícias distantes. Pelos comerciais de margarina e programas de tv ruins. Não. Programas de tv ruins não! Programas de tv bem ruins. Desculpe. Mas de tudo que aconteceu o pior foram os programas de tv. Cala a boca. Não calo. Porque eu cansei. Você entende? Cansei. Cansei dessa ladainha. De você não me deixar partir. E ficar remoendo todos os dias algo que nunca aconteceu. Eu estou apaixonada e agora o mundo é um lugar bom. Que bom pra você. Tomara que esse cara se revele um babaca. Cala a boca você agora. Esse cara que você espera que seja um babaca me trata como você nunca foi capaz. E perto dele eu me sinto bem. Como eu nunca me senti antes. Como eu nunca me senti com você. Então pense duas, três, vinte vezes antes de abrir a sua boca pra falar dele. Você passou dos limites. Todas as barreiras foram rompidas. Eu estou indo embora. Embora. Pra onde? Eu vou pro México. Novas possibilidades. E nunca mais pensar em você. Não vá!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-8798714383539764525?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/8798714383539764525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=8798714383539764525' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/8798714383539764525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/8798714383539764525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2007/08/eu-estou-pronta-para-ter-o-meu-corao.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-414271890140230021</id><published>2007-08-07T13:26:00.000-07:00</published><updated>2007-08-07T13:43:53.280-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A menina tenta. Tenta em vão. Tenta não desistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But I don´t feel like dancing. No sir, no dancing today.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina que agradecia. A menina que fumava. A menina que acreditava um pouco no mundo. Que comprava aquelas coisas de limpar o vidro do carro. Não senhor, não dançaremos hoje. A menina tenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E escrever peças de teatro. Uma que comece do final. E na qual não existam parâmetros. É só sobre amor, entende? Não é sobre futuro. Só sobre amor. Eu nunca chorei nos braços de outro alguém do modo como chorei nos seus. Está aí uma boa frase de efeito. Pena que não é minha. É de uma canção do The Dears. 22 - The Death of All the Romance. A morte de todo romance. Apressar o amor não leva a lugar nenhum. Uma peça de teatro. Começa pelo fim. E por isso não é sobre futuro. Sobre amor. Sobre amores e partidas. Sobre partidas. De xadrez. De ping-pong. A sua. A minha. Uma peça com trilha sonora boa. Porque todas elas são assim. Uma trilha sonora boa. Uma trilha sonora boa sobre amor. Quando é que a gente vai aprender que apressar o amor não leva a lugar nenhum?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina escreve um filme por dia. Um filme por dia na sua cabeça. Com diálgos e frases de efeito. Coisas que não funcionam bem num papel. Mas o que é que funciona bem no papel? Fasting love will lead us all to nowhere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa deveria começar pelo fim. Porque, eu sei e você sabe, os finais quase sempre não são boa coisa. Todo bom final é triste ou redentor. Este deve ser triste. Para que alguém. Para que alguém, ainda que não do elenco. Alguém possa gritar eu devo vingar a morte de todo romance. I shall. Então, começa-se pelo fim. Porque se o fim está no começo. O que está no fim é o começo. E todo começo presta pra alguma coisa. Nem que seja pra tocar Mushaboom da Feist, que é uma música muito feliz. Dessas boas de dançar. Dessas que não servem para finais tristes. Talvez um final redentor. Então está tudo ao contrário. O fim é o começo e vice-versa. Muito bem. Muito bem. But I don´t feel like dancing. No sir, no dancing today.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma frase de efeito para o final do texto. Dou-lhe uma. Dou-lhe duas. Dou-lhe três. Não, nenhuma. Não senhor, nenhuma. Sem frases de efeito para términos. De textos e de relações. Terminemos com o começo. E por que não? A maioria das coisas começa, logo, termina em "oi, tudo bem?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina tenta. Tenta em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oi. Tudo bem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-414271890140230021?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/414271890140230021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=414271890140230021' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/414271890140230021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/414271890140230021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2007/08/menina-tenta.html' title=''/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-6830153504303784573</id><published>2007-08-02T15:51:00.000-07:00</published><updated>2007-08-02T15:54:09.527-07:00</updated><title type='text'>Sobre The Shins</title><content type='html'>"Saint Simon"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;After all these implements and text designed by intellects&lt;br /&gt;So vexed to find evidently there's just so much that hides&lt;br /&gt;And though the saints of us divine in ancient feeding lines&lt;br /&gt;Their sentiment is just as hard to pluck from the vine&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'm trying hard not to pretend&lt;br /&gt;Allow myself no mock defense&lt;br /&gt;Step into the night&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Since I don't have the time nor mind to figure out&lt;br /&gt;The nursery rhymes that helped us out and make a sense of our lives&lt;br /&gt;The cruel uneventful state of apathy releases me&lt;br /&gt;I value them but I won't cry if the time was wiped out&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'm trying hard not to give in&lt;br /&gt;Battened down to fair the wind&lt;br /&gt;Rid my head of this pretense&lt;br /&gt;Allow myself no mock defense&lt;br /&gt;Step into the night...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mercy's eyes are blue&lt;br /&gt;When she places them in front of you&lt;br /&gt;Nothing holds a roman candle to&lt;br /&gt;The solemn warmth you feel inside&lt;br /&gt;There's no measuring of it&lt;br /&gt;As nothing else is love&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'll try hard not to give in&lt;br /&gt;Battened down to fair the wind&lt;br /&gt;Rid my head of this pretense&lt;br /&gt;Allow myself no mock defense&lt;br /&gt;Step into the night...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mercy's eyes are blue&lt;br /&gt;When she places them in front of you&lt;br /&gt;Nothing really holds a candle to&lt;br /&gt;The solemn warmth you feel inside of you&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-6830153504303784573?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/6830153504303784573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=6830153504303784573' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6830153504303784573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6830153504303784573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2007/08/sobre-shins.html' title='Sobre The Shins'/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-3285736891914993451</id><published>2007-08-02T15:28:00.000-07:00</published><updated>2007-08-02T15:43:05.492-07:00</updated><title type='text'>Cena 01</title><content type='html'>(o protagonista está deitado em uma cama. encara o teto branco. seus olhos azuis parecem vazios. no relógio perto da cabeceira da cama são 06:58. ele continua encarando o teto.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;voz em off&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;quando eu era criança eu queria ser escritor. eu brincava que era jornalista. era jornalista mas na verdade queria escrever romances. queria ganhar o pulitzer. e carregava uma pasta. e brincava que fumava. e, de certo modo, brincava que era uma pessoa frustrada. mas ainda assim, tinha um sonho. e sabendo desde muito cedo sobre impossibilidades driblava a vida e fazia do meu sonho algo mais possível. na brincadeira eu era um bom jornalista investigativo, mas muito melhor escritor. muito melhor escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(o relógio marca 07:00. o alarme dispara na virada para 07:01. o protagonista desliga o alarme. e permanece encarando o teto.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;voz em off:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;hoja, aos quase trinta anos, não sou escritor. diabos, não sou nem jornalista. não servi pra coisa nenhuma e todo mundo sempre soube. na falta de habilidades criativas. hoje eu sou garçom. e nem sou um muito bom. todos os dias eu estou prestes a ser despedido. mas o dia passa e eu continuo lá. eu derrubo coisas. eu erro. na impossibilidade de um sonho eu não consegui nem encontrar qualquer coisa em que eu fosse realmente bom. e não sirvo muito para relacionamentos também. posso dizer com certeza que ela é infeliz. e eu sou infeliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(o protagonista senta. tem o peito nu. a câmera em plano americano.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(os créditos começam a aparecer no canto de baixo do lado direito da tela. a música começa baixa e vai subindo. saint simon, dos shins.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;fim da primeira cena.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-3285736891914993451?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/3285736891914993451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=3285736891914993451' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/3285736891914993451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/3285736891914993451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2007/08/cena-01.html' title='Cena 01'/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-3561354766670811421</id><published>2007-07-31T13:50:00.000-07:00</published><updated>2007-07-31T14:12:56.003-07:00</updated><title type='text'>Sobre o Tempo</title><content type='html'>Eu venho pensando bastante em questões temporais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o passado é tudo aquilo que passou; se o futuro é tudo aquilo que ainda não veio; se o presente é um ponto. Apenas um ponto. Que passa rápido. Passou. Passou. Passou. E de novo. E de novo. Qual é o lugar que a eternidade ocupa? Porque não é algo que passou, não é algo que ainda não aconteceu. E com certeza não é apenas um ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ando feliz. Hoje comi sushi. E tenho luvas nas mãos. Então tenho estado quente. E pra noites frias uma garrafa pet com água quente. Sim, very white trash. Mas isso é um pouco de felicidade. E ficar jogada na cama. E escrever projetos em companhia de dois amigos dos mais queridos. Da minha melhor amiga no mundo. Sim, eu ando feliz. Eu paro feliz também. E deito feliz. E acordo. E a vida prossegue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não interessa muito se essas coisas acontecem num ponto. Se já passaram. Ou se ainda vão acontecer. Importa sim é pensar em barquinhos de sushi. Em vestidos brancos e uns poucos amigos. Importa saber o que é. Porque o que é existe. Independente do lugar que ocupe. Independente do espaço que o tempo ocupe. Algumas coisas, como o domingo passado vendo o circo do Faustão, simplesmente são. Very white trash. Mas ainda assim feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passado só pode existir morto. O presente são esses vários pontinhos de alegria. E o futuro... Espero que seja ao seu lado. Você sabe. Só pode ser. Sempre foi você. Dois filhos ainda, certo? Pedro e Aurora? Ainda te convenço que Aurora é o nome mais magnífico que a nossa filha poderia vir a ter. E que Aurora é nome de espumante brasileiro que até que é bom. E isso a gente compra e serve uma caixa para os nossos amigos quando a hora chegar. E ela chega logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um leve sorriso a menina encerra este texto. Salva. E posta. Porque isso é fim de capítulo. E início de vida. A menina sabe. Porque só queria um final feliz. Desde sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-3561354766670811421?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/3561354766670811421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=3561354766670811421' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/3561354766670811421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/3561354766670811421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2007/07/sobre-o-tempo.html' title='Sobre o Tempo'/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-6429048948652451016</id><published>2007-07-25T18:15:00.000-07:00</published><updated>2007-07-25T18:33:09.133-07:00</updated><title type='text'>Sobre Amores em Época de Pan-Americano</title><content type='html'>A menina chora. A menina chorou. A menina chorará.&lt;br /&gt;Não se sabe bem o motivo. Acredita-se que seja TPM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tem show do Magic Numbers no Rio. Amanhã em São Paulo. A menina descobriu isso hoje. Quando não se pode mais tomar nenhuma providência. Mas não por isso ela chorou. A verdade é que a menina chora quando alguém grita. A menina chora quando brasileiros ganham medalhas de ouro no pan e então toca o Hino Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina pega. O telefone. Disca os números. E espera.&lt;br /&gt;Espera para ouvir uma voz conhecida. Espera para ouvir a voz calma do outro lado da linha. Espera vários toques. E nada. Ninguém atende. Triste fim. Não o de Policarpo Quaresma. O de uma estória. Mas então. Então ela tenta de novo. E ao tentar percebe que discou o número errado na vez anterior. Respira. Até porque não acredita em sinais. Então alguma coisa interrompe o momento e não pode levar os toque até o fim. Mais um atleta brasileiro é agraciado com uma medalha de ouro. Assiste. A menina chora quando brasileiros ganham medalhas de ouro no pan e então toca o Hino Nacional. Espera. Passou. Pega o telefone. Espera. Olha. Para só então repetir a operação. Desta feita com atenção redobrada. Que é para não errar nenhum numerozinho que seja. Espera. Um toque. Dois toques. Três. Corte certeiro. A bola toca o chão. Ponto. Do outro lado da linha aquela voz. Do outro lado da linha aquela voz que já sabe que é ela. Dou outro lado da linha aquela voz que já sabe que é ela e por isso não diz alô. Diz oi, com aquele tonzinho. Espera. E quem espera sempre alcança. Depois de várias contusões o Hudson conseguiu a medalha de ouro nos 1.500m. A voz. Acalma. A calma. A pausa. Oi. E tudo fica bem. E hoje a menina não chorará mais. A menos que a tv insista em repetir os momentos de entrega de medalhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São vários quilômetros de distância. Você lá e eu cá. Contudo a tua voz é ainda tudo que conforta. Saudade. E sábado chega depressa. E quem espera sempre alcança. Se bem que a Daiane dos Santos teve que se retirar da competição. O Rio de Janeiro nem é tão longe assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-6429048948652451016?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/6429048948652451016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=6429048948652451016' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6429048948652451016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/6429048948652451016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2007/07/sobre-amores-em-poca-de-pan-americano.html' title='Sobre Amores em Época de Pan-Americano'/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7230512961402774364.post-4228716866750395650</id><published>2007-07-16T18:28:00.000-07:00</published><updated>2007-07-16T18:35:57.246-07:00</updated><title type='text'>Sobre Quem?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;         Eu tenho uma coleção considerável de all stars. São 13 ao todo. As pessoas dizem: "Hey, cara! Esse não é um bom número." Mas eu não posso fazer nada. São 13. E eu tô numa fase em que eu só compro um novo se um dos velhos tá estragado. Mas estragado mesmo, com buracos na sola. Do tipo que não dá mais pra usar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;****&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;          &lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;   JORGE: Nos anos 60 nos Estados Unidos as geladeiras eram do tipo que se abre por fora. De fora. Vocês já devem ter visto esse tipo de geladeira por aí. Aí quando a geladeira estragava as pessoas colocavam ela na garagem, e ela ficava lá jogada. As crianças, quando brincavam de esconde-esconde, se escondiam nas geladeiras e ficavam trancadas lá. Porque, como eu já disse, elas só abriam por fora.&lt;br /&gt;            Nos anos 60 nos Estados Unidos muitas crianças morriam por conta disso. Ficavam trancadas dentro das geladeiras e morriam. Aí então, o governo, muito preocupado, resolveu lançar uma campanha publicitária de milhares de dólares para conscientizar as pessoas do perigo das geladeiras abandonadas. Essa campanha explicaria para as pessoas que elas deviam jogar sua geladeiras velhas num depósito de geladeiras velhas. Assim as crianças não morreriam mais.&lt;br /&gt;            Só que nos anos 60 nos Estados Unidos um cara também começou a pensar na solução pra esse problema. Aí, 2 meses antes do governo lançar a caríssima campanha publicitária, esse cara lança a geladeira com ímã, dessas que se tem hoje em dia. A campanha era inútil. As pessoas foram atrás da mesma solução, só que com visões diferentes. A campanha tinha uma visão imediata, de remediar. Enquanto o cara, que deve ser rico pra caralho, pensou no todo.&lt;br /&gt;            Nos anos 60 nos Estados Unidos, como aqui no Brasil em 2006, as pessoas não olham a foto inteira. Elas estão tentando estancar o sangue e não parar a hemorragia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A luz abre. Jorge tem um revólver na mão. Há muito sangue por todo o cenário, inclusive em seus braços e roupas. Há um corpo em uma poça de sangue no chão. Ele levanta. Coça a cabeça com a arma.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7230512961402774364-4228716866750395650?l=sobreumaeternidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/feeds/4228716866750395650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7230512961402774364&amp;postID=4228716866750395650' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/4228716866750395650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7230512961402774364/posts/default/4228716866750395650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreumaeternidade.blogspot.com/2007/07/sobre-quem.html' title='Sobre Quem?'/><author><name>Nina Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03461334587271791966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
